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sábado, 30 de dezembro de 2023

POIS É... AS CRIANÇAS

 


Durante uma manhã esta semana eu tinha tido duas coisas que me chatearam mas foram compensadas amplamente com a delícia que foi o começo de tarde que tive. Depois disso segui para caminhar, completamente em paz com o mundo. E tenho andado assim, mais ainda depois daquela tarde.

Ontem eu fui caminhar novamente nesse estado de espírito e cruzei com um pai com a filha num carrinho. A menina me olhou e acenou com a mão para o espanto do pai.  Outro dia teve um menino que passou da mesma forma com uma senhora e o menino se levantou do carrinho, acenou e mandou beijo para surpresa da senhora que também não me conhece e não entendia tamanha animação da criança.

Depois passei por ali onde vou tomar um suco ou uma cerveja depois de caminhar e apareceu um amigo daquele bar com a filha dele que até bem pouco tempo nem interagia muito  hipnotizada pelo tablet dela. Ultimamente quando ela senta ao meu lado no balcão invento uma brincadeira qualquer com os canudos ou com os descansos de copo e a coisa rende, mas ela nunca brincou tanto quanto ontem,  e também pegou meu celular, viu minhas fotos e várias vezes me tirou do meu banco e me puxou para colar o rosto no dela para tirar selfies.

Eu também não entendo essa coisa das crianças comigo, porque muitos deles se comunicam comigo mesmo quando eu ainda não disse uma palavra ou fiz qualquer gesto. Basta olhar para eles.

As pessoas gostam de ser bem tratadas e eu procuro fazer isso, mas meu genro diz que qualquer lugar que eu vou eu acabo conhecendo pessoas.

Acho que o mundo fica melhor assim. E também já sei qual é o remédio quando alguma coisa me incomodar.

BONDADE, PARA MIM É PARA QUEM MERECE

 


Não sou uma pessoa boazinha com todo mundo. Procuro ser bom com as pessoas que eu conheço e de quem eu gosto. Sou perfeitamente capaz de ignorar o pedido de dinheiro no sinal de um sujeito que tenho visto carregando uma criança exausta nos braços dele porque acho que faz isso para despertar compaixão. Ele usa essa criança o dia inteiro; de manhã, de tarde e de noite.

Ouvi uma e presenciei outra estória da minha filha, na minha opinião, caindo em dois golpes desses.

Num deles em São Paulo no Carrefour do Shopping Eldorado, na fila do caixa uma mulher a abordou pedindo para que ela comprasse uma lata de leite e ela quando perguntou quanto custava e a mulher respondeu que era oito reais. Quando ela pagou a compra chamou a atenção  o valor e verificou que era um leite de mais de setenta reais. Quando ela falou com a mulher que ela tinha dito que era oito reais ela perguntou se queria que devolvesse e minha filha disse que não e a deixou ir. A confirmação de que era um golpe veio depois que a mulher saiu dali. A caixa do supermercado disse para minha filha que a mulher fazia aquilo durante o dia inteiro. Sempre pedia a mesma coisa, muita gente se compadecia e pagava e daqui a pouco ela estava de volta para aplicar o mesmo golpe numa nova vítima.

A outra eu presenciei. Estávamos num restaurante em Porto Seguro e uma mulher da calçada pediu dinheiro e disse que estava com fome. Eu desconfio dessas coisas de imediato, e procurei ignorar mas a mulher percebeu que tinha atingido o objetivo dela ao sensibilizar minha filha e começou a gritar que as pessoas não sabiam o que era fome e por esse caminho continuou.

Minha filha tirou uma nota de vinte reais e deu para a mulher e eu chamei o garçom e perguntei se ela já conhecia a mulher e ele respondeu que aquela especificamente não, mas que o teatro era o mesmo feito por muitos deles. Era exatamente o mesmo diálogo, só mudavam os atores.

Voltei ontem de uma viagem que dá de ida e volta 400 quilômetros cuja maior finalidade foi levar uma mercadoria que eu tinha comprado para dar de presente para uma pessoa revender. Essa pessoa foi muito boa para uma pessoa que sempre morou no meu coração. De certa também foi uma retribuição por algo que ela tinha feito.

Encontrei outra pessoa que trabalhou com ela e foram mais cem que dei com prazer.

A vida tem sido boa comigo e eu tenho feito por quem está perto de mim, e as vezes também é aquele pequeno extra fora a gorjeta nos restaurantes, que sempre deixa eles muito contentes ou gratificar alguém que me prestou um serviço. 

Se a vida tem sido boa comigo eu acho que chega a ser um prazer e até mesmo uma obrigação dividir um pouco disso.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

LONGAS VIAGENS DE CARRO

 


Semana passada fiz uma viagem de mais de 2000 km com a ida e a volta. Sozinho mais uma vez e sem nenhum problema com isso. 

Muito pelo contrário.

Continuo vendo beleza em fazer essas viagens no meu ritmo, saindo na hora que eu quero, praticamente sem parar, mas dessa vez dividi cada mil quilômetros em duas etapas.

Embora seja capaz de rodar esses mil quilômetros em um dia, não tinha motivo para fazer isso e fiquei nessas duas paradas em hotéis que já conheço e são muito simples, mas que atendem perfeitamente as minhas necessidades.

Começo com a vontade de ir devagar para fazer um consumo de combustível surpreendente mas isso dura apenas até encontrar um veículo lento na minha frente que me tira do ritmo que eu vinha porque vou querer ultrapassar para voltar ao meu ritmo e hoje em dia é muito comum encontrar caminhões, bi-trem, com mais de 25 metros e muitos carros que não tem potência suficiente para ultrapassá-los com tranquilidade. Ou seja, filas de carros.

Aí vem a dificuldade que sinto ao pensar em trocar o carro, porque meu carro tem um motor 1.6 turbo e quando vou ultrapassar isso dá uma tranquilidade enorme ao despejar potência e ultrapassar vários carros e os caminhões com rapidez e segurança.

É um momento de alto consumo, mas chega a ser um prazer.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

É FÁCIL RESOLVER A VIDA ALHEIA

 


Muitas vezes ouvi pessoas resolvendo completamente a vida de outras pessoas em cinco minutos.

Não sou imune a isso, mas venho tentando melhorar nesse aspecto. Você não sabe como o outro pensa e aquilo que é  incontestável para você não faz o menor sentido para a outra pessoa.

Fui almoçar com um amigo e falei da semana que tive com pedreiro e marceneiro em casa e como eu estava satisfeito com o resultado.

Ele que já tinha pedido minha ajuda em relação a obras disse que estão querendo integrar a sala e a varanda assim como um quarto e uma varanda e pediu que eu fosse dar uma opinião e eu disse que vou.

Como falei bem do pedreiro ele se interessou por tê-lo trabalhando para ele.  Meu planejamento é usá-lo mais dois dias para procurar todas as minúcias e ele que trabalha na base diária estaria disponível.

Contei que estou pagando melhor esse pedreiro e ele se dispôs a fazer o mesmo, o que, pelos valores que venho pagando é como se ele tivesse trabalhando cinco dias e recebendo por seis e mais um trocadinho.

Eu disse também que havia a possibilidade dele não querer ir porque embora a distância seja muito pequena, tem que atravessar uma ponte numa rodovia e, embora a moto dele seja de 50 cilindradas, hoje tem que ter habilitação e ele não tem. 

Meu amigo disse que pagaria um Uber.

Achei que estaria fazendo um bem ao pedreiro e mesmo sendo fim de semana liguei para ele achando que estaria dando uma boa notícia, mas parece que não foi.

Ele disse que não vai.

Nem de Uber.

E nada mais precisa ser dito.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

A FALTA DE PROFISSIONALISMO



Eu gosto muito de estabilidade nas relações e isso inclui os profissionais que me prestam serviços. Quando encontro um que acho muito bom tenho uma dificuldade enorme para procurar outro e muitas vezes fico esperando uma eternidade até que ele esteja disponível para mim.

Estou morando no interior de um estado do Nordeste e isso parece pior aqui. Vou mudar isso. Vou me livrar desses profissionais. Um amigo que tem 20 funcionários me falou da dificuldade de conseguir bons trabalhadores e recomendou manter os que tenho. Então ainda tenho que acrescentar; vou me livrar desses, se for possível.

Recentemente tenho tido experiências ruins com isso e na verdade venho tendo mais paciência do que deveria ter.

Mas não nesses últimos dias. Ando muito cansado dessas situações. 

Muitas vezes eles marcam e não vêm, outras vezes vem e não fazem nada e dão uma desculpa para voltar depois e fazer tudo de uma vez e outras vezes eles aparecem com alguém que dizem que é muito bom para trabalhar no lugar deles e vai demorar um pouco para perceber que não são nem metade do que é ser bom.

Acabei de ter experiências péssimas com isso. 

Um pintor que acho ótimo muito trouxe um sobrinho para pintar o teto de uma garagem grande e ele melou de tinta TODAS as colunas das quais chegou perto e que o pintor tinha pintado recentemente de preto e amarelo.

Também pintou usando um compressor dois portões e embora tivesse tudo que precisava para proteger o que estava perto borrifou completamente de tinta bege um caiaque azul e o que mais estava perto desses portões.

Ele levou parte de um dia para limpar o que o outro sujou e disse que vai pintar o caiaque e eu, mesmo sendo paternalista e procure fazer por essas pessoas o que eu posso, inclusive pagando melhor, acho que ele tem que corrigir isso por conta dele.

O caiaque estava com uma pintura muito fosca, mas estava azul e me aborreci muito mais quando ele, parecendo querer me fazer de idiota, sugeriu que eu perguntasse à dona do caiaque se ele já não estava assim. 

São essas coisas que me levam ao limite e ao fim de relações que pareciam duradouras.