Antes da entrega da construção do prédio onde morávamos, um apartamento de sala e dois quartos teve sua planta alterada para ficar sem paredes e se transformar numa grande sala integrada a um apartamento de quatro quartos, e os dois ficaram sendo um apartamento só com apenas uma matrícula no registro de imóveis.
Muitos anos depois da morte de meu pai minha mãe fez uma obra para que os apartamentos voltassem a ser dois, como na planta original e embora tenha conseguido regularizar tudo junto à Prefeitura, o Registro de Imóveis criou dificuldades para fazer o desdobramento e retornar à condição original de dois apartamentos separados.
Quando minha mãe morreu o Inventário dela que deveria ser muito simples se tornou muito complicado.
O Inventário de meu pai, concluso e com os impostos pagos há mais de 37 anos em 2014 precisava ter formalizada a partilha como última providência.
Uma irmã que criou a maior parte dos problemas que tivemos para nos entender desde antes da morte eminente da minha mãe, tempo depois, contratou por sua iniciativa e sem comunicar a ninguém um advogado que conseguiu registrar a partilha do meu pai no Registro de Imóveis.
Há pouco tempo, uma irmã repetiu um comentário de outra irmã e aquilo me deu o entendimento de que o apartamento também já poderia estar desmembrado no Registro de Imóveis.
Pedi que ela tirasse a certidão do Registro de Imóveis e ela tirou, mas não mandou para mim.
Ela, que não foi feita para administrar nada, faz as coisas pela metade, apenas quando quer, ou apenas não faz e diz para os outros aquilo que ela acha que eles querem ouvir. Faz tempo também que eu desisti de esperar qualquer coisa dela.
Com isso, embora eu ache que possam estar separados em dois, até hoje não tenho certeza de qual a situação desse apartamento.


