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segunda-feira, 25 de maio de 2009

DEVORAÇÃO - LU FAVORETO

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Dança no Centro Cultural.


Devoração. Muito interessante. Embora a remessa da sinopse seja ao controle e ao descontrole do gesto, o que eu senti também foi o controle e o descontrole do outro. Em mais de uma parte o que eu sentia era uma espécie de canibalismo, uma devoração do outro.

Isso seria uma livre interpretação da minha parte?

Por exemplo, em um momento onde varias duplas atuam, uma delas eu via como uma relação entre duas pessoas onde um consumia o outro. Uma dupla me atraia mais, cada um a seu momento controlava e canibalizava o outro de alguma forma, embora eu também sentisse que mesmo ali havia muita intensidade e beleza na patologia da relação.

Noutro momento me parecia que todos cerceavam o movimento de outra.

Muita criação da minha parte?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

HÁ MUITO TEMPO EU NÃO ME SENTIA TÃO TRANQUILO







Muitas coisas passaram na minha cabeça nesses ultimos tempos e eu não estava nada bem. Estava triste mesmo.

Querendo que algumas coisas mudassem, não tinha a disposição nem a disciplina que eu preciso para que isso passe da vontade à realidade.

Também pensando em problemas que outros me apresentaram e que eu gostaria de ajudar a resolver e triste de novo por não poder. Então ficando quieto, mesmo que isso pudesse dar a impressão que eu não estava ligando.
Cada vez mais quieto.

Sem um sonho, sem uma motivação. Querendo achar alguma coisa que justificasse um esforço. Me sentindo assim meio inútil, até desnecessário.

Tive que me forçar a fazer algumas coisas, como sair no domingo à noite para o teatro e mesmo ir para a academia, que era uma das poucas coisas que estava me fazendo bem, mas nem para isso eu estava no espírito, mesmo sabendo que é uma coisa que não vou fazer por um tempo e da qual vou sentir falta.

Mas descobrir que o que eu estava escutando estava contribuindo para que eu continuasse mal, foi um ponto de partida. Passei o dia escutando coisas mais animadas, até agora, e se isso não deu aquele efeito eufórico de bipolar, me deu tranquilidade.

Foi um bom dia. Vontade arrumar as coisas em casa. Conversas agradáveis. Perspectiva de muito trabalho em breve, o que me agrada, e até a risadaria do Pedro, que larga as coisas dele para que eu lhe faça cócegas.

Hoje estive na minha varanda como estive ontem, mas foi bem diferente dos últimos dias. Ontem doía e hoje eu estava tranquilo, como se estivesse em algum lugar de férias.
De férias principalmente desses sentimentos pesados que eu estava tendo.

ESTOU OUVINDO A MÚSICA ERRADA


(Imagem de imotion.com.br)

Hoje de manhã me dei conta de um dos fatores que tem contribuído para que eu não esteja animado com nada.

Estou ouvindo músicas que não estão me ajudando a sair do buraco onde me meti. Foi me dar conta disso e colocar um CD com músicas mais animadas que o estado de espírito deu uma levantada.

Também já procurei ajuda com os amigos para começar a ouvir outro tipo de coisa, inclusive para abrir minha cabeça para coisas que eu não estou habituado.
Acho até que isso estava fazendo parte da minha maneira de ser. Continuar vinculado a coisas que eu conheço bem. Preciso dar espaço para o novo.

Está na hora de dar uma chacoalhada!

Tem uma aula de bike que eu que não tenho nenhuma vontade de fazer, só por causa da música. Devia ir e quando não estivesse no ritmo dos outros tenho a justificativa de realmente estou lá somente como "ouvinte".

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O NOVO E O VELHO NA ARTE - O QUE VI NESTE FIM DE SEMANA

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A arte tem um compromisso com o novo.

Mas, quando se pensa apenas no novo vemos, as vezes, coisas incompreensíveis e até irritantes para uma parte dos que assistem.

Vi alguns anúncios em televisão que para mim, foram absolutamente sem sentido para quem tentava vender determinado produto.
O criador quis passar uma mensagem que eu não fui capaz de entender.

Mas eu represento apenas parte da audiência.

Se temos antecipadamente uma noção do que se pretende, às vezes fica mais fácil mas se não se antecipa o entendimento, é maior a chance de surpreender.

Tenho visto bons atores, com um tema que daria possibilidades interessantes, se perderem em textos sem muito pé nem cabeça, embora bem interpretados. Mas também tenho visto atores fracos, que não valeram meu tempo. Por isso fico muito feliz quando vejo novos atores que me surpreendem com a qualidade do trabalho.


Outras vezes o novo faz com que você tenha uma nova visão.

Em Corpoético, que me veio a provocar uma dor e uma consciência de coisas pelas quais eu passava, embora o nome dê uma pista, só entendi o "romper da quarta parede do palco" com o email da Miriam Druwe. Achei fantástico o conceito, mas eu não o tinha alcançado até então.

Este fim de semana assisti uma peça argentina com atores argentinos, aqui em São Paulo. Depois da peça fomos para um papo com os atores e com o diretor e vimos em vídeo trechos de outras peças que eles haviam feito.

Vendo as outras peças, tive a impressão que uma das atrizes fazia sempre o mesmo papel, porque sua interpretação tinha exatamente a mesma maneira de falar. A mesma entonação e as mesmas pausas. Confesso que na peça que vi, a maneira de falar da personagem me lembrava um desenho da Disney, onde aparecia o professor Ludovico.

Como eles estão juntos há quatorze anos me perguntei como eles lidavam com a renovação.

Devo dizer que já vi a mesma coisa com alguns atores brasileiros.
Os muito bons conseguem ter nuances na interpretação, o que os torna grandes atores. Os que não se livram de pelo menos algumas das coisas que são pessoais e marcas próprias, dão impressão também de estarem fazendo o mesmo papel.

Fui ver Cordel do Amor Sem Fim. Valeu não sòmente pelo inusitado que foi ver uma peça dentro de um ônibus urbano em movimento, como também por todos os atores, que se formaram agora em 2006, mas que estavam bem em seus papéis. O cenário criado dentro do ônibus estava interessante e este ter se transformado no palco e na platéia ao mesmo tempo torna a peça dinâmica.

Na sequência fui a Casa das Rosas ver uma interpretação de poesias de Glauco Matoso e foi uma surpresa, bem agradável por sinal, as meninas que fizeram Alice Ruiz estarem nessa apresentação. Os textos de Glauco Matoso são crus e as vezes grosseiros, mas foram interpretados de uma forma que essa crueza não era o que dominava o espetáculo. Realmente gostei dessas meninas. Aliás havia um jovem ator que também se mostrava seguro e um ótimo intérprete.

Elas me contaram que estão com uma bolsa na Casa das Rosas para interpretar novamente Alice Ruiz, que eu achei que lhes caiu como uma luva, e virá com o nome anterior de Navalha na Liga, mas creio que com outros textos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

CAÇADORES DE MENTIRAS


Algumas pessoas reenviam muitas coisas que alguém mandou por para elas. Eu, pelo meu lado já sou extremamente seletivo. Se eu mandar alguma coisa adiante é porque ou eu achei extremamente engraçado, ou achei excepcional.

De vez em quando olhando alguma daquelas coisas que elas mandaram acho que aquilo é só um boato ou que aquele texto, mesmo que pareça, não foi escrito pela pessoa que aparece assinando o artigo, como é de alguns assinados, por exemplo, pelo Veríssimo ou do Jabour.

Tem um site americano
http://www.snopes.com/ que se especializou em caçar mitos. Aí eles classificam o assunto com umas bolinhas coloridas. Verde para verdadeiro. Vermelho para o Falso. Amarelo para indeterminado e ainda Branca quando não dar para classificar.

Está organizado por assunto, e são muitos os itens. Acho bem escrito, inclusive porque antes de qualquer caso eles fazem um preambulo, contam a estória de uma forma interessante e dão a bibliografia de onde foi feita a pesquisa que deu base à opinião deles.

Vale a pena para quem lê em inglês.

Algumas coisas são lamentáveis, mas divertidas pelo inusitado, como o caso de um anúncio fúnebre feito num jornal onde a família só falava coisas nada boas da falecida mãe, avó, etc..., porque não tinham nada de bom para falar. Foi publicado, dá todos os detalhes, nome, jornal, etc.
(Media Matters - Important if True)


Tem uma estória que eu mesmo já havia comprado e vendia para os outros, de que a Coca-Cola era a responsável pela imagem do Papai Noel que conhecemos hoje; gordo, vestido de vermelho, etc..., mas eles mostram que Papai Noel já havia sido ilustrado dessa forma, anos antes da campanha da Coca-Cola de 1930 ou 31 (eles mostram três anúncios de 1906, 1908 e 1925). Mas ao mesmo tempo dão o crédito à Coca-Cola pela disseminação da figura.

Ah, também está lá. É verdade que a Coca-Cola já teve um tiquinho de cocaína na fórmula e só deixou de ter em 1929.
Tem muito mais lá coisa que eu ainda não vi, mas que talvez depois algum de vocês me conte.

E tem uma lista de alertas de vírus, como esse ultimo que a Marly me passou há uns poucos dias. "A Vida é Bela" - Está lá, exatamente o texto que ela me mandou, dizendo inclusive que quando isso começou a circular, foi em português. 

Não existe esse vírus. É puro boato!

Agora, no caso dos artigos ditos escritos por escritores brasileiros famosos me deu até a ideia de fazer um site onde eles pudessem dizer:
- Esse filho não é meu, deve ser do Presidente do Paraguai.