Total de visualizações de página

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

COM AS CRIANÇAS EM SÃO PAULO BOM E MUITO BARATO - MUSEU CATAVENTO - IMAGENS

 
São Paulo tem algumas coisas interessantes para se fazer com uma criança, a maioria delas é cara. Mas tem uma que é interessantíssima e quase de graça. O CATAVENTO CULTURAL E EDUCACIONAL é um espaço fundado pela Secretaria Estadual de Cultura e Educação e que pertence à Prefeitura de São Paulo, não vi quem administra. 

Tem 4000 metros quadrados, divididos em seções com mais de duas centenas de atrações e é diversão garantida para crianças e adultos curiosos, além de estar em um prédio que por si só é interessantíssimo, o Palácio das Indústrias, que foi tempos atrás, sede da prefeitura.














BEIJO NO CANTINHO DA BOCA

Resultado de imagem para BEIJO NO CANTINHO DA BOCA

Li uma vez que tudo que você lê ou vê que altera você de alguma forma. 

Para mim tem trazido lembranças.

Assisti "My week with Marilyn" com uma Michelle Willians indicada ao Oscar pelo papel, mostrando uma Marilyn Monroe insegura e com necessidade de se sentir e ouvir dos outros que era amada.

Ela bonita, famosa e só estivemos juntos num evento para onde ela foi comigo e conversamos muito e também no jantar do mesmo evento. Não tive nada com ela, não falei nenhuma gracinha, mas quando fomos nos despedir ela propositadamente me deu um beijo no cantinho da boca.

Beijo que pega no cantinho da boca...

Não foi nada, mas o filme me levou a ela e essas coisas que se faz só para ser lembrada. 

Pois é, lembrei.

O EXISTENCIALISMO É UM HUMANISMO - JEAN-PAUL SARTRE


Resultado de imagem para SARTRE
“Eu acredito que o incomoda em meus personagens”, escrevia Sartre, “é sua lucidez. O que eles são, eles o sabem, e decidem sê-lo”.
É esta lucidez seca que também é um sofrimento.
Os cristãos, para além do ateísmo, acusavam Sartre de ser materialista, os comunistas, por não sê-lo;

Por existencialismo, entendemos uma doutrina que torna a vida possível e que, por outro lado, declara que toda verdade e toda ação implicam um meio e uma subjetividade humana. A crítica essencial é que acentuamos o lado ruim da vida humana.
O que amedronta na doutrina é o fato de ela dar uma possibilidade de escolha ao ser humano.
O existencialismo ateu que eu represento é mais coerente. Ele declara que, mesmo que Deus não exista, há ao menos um ser cuja existência precede a essência.
O homem é não apenas como é concebido, mas como ele se quer... o homem nada é além do que ele se faz. Repousa sobre ele a responsabilidade total por sua existência.
Nada pode ser bom para nós sem sê-lo para todos.
Nossa responsabilidade envolve a humanidade como um todo.
Ao escolher a mim, estou escolhendo o homem.
Se uma voz se dirige a mim, sou eu que terei que decidir que esta e a voz do anjo; se eu considero que um ato é bom, sou eu que escolho declará-lo bom e não mau.
E quando falamos de desamparo, expressão cara a Heidegger, queremos dizer apenas que Deus não existe, e devemos assumir todas as consequências disso.
Em 1880, quando professores franceses tentaram constituir uma moral laica, eles disseram mais ou menos o seguinte: Deus é um hipótese inútil e custosa, vamos suprimi-la. Porém, para que exista uma moral, uma sociedade, um mundo que respeite as leis, será necessário que alguns valores sejam levados a sério e considerados existentes a priori.
Dostoievski escrevera: “Se Deus não existisse, tudo seria permitido”.
O home é livre, o homem é liberdade. Por outro lado, se Deus não existe, não encontraremos à nossa disposição valores ou ordens que legitimem nosso comportamento.
O homem está condenado a ser livre. Condenado, pois ele não se criou a si mesmo, e, por outro lado, contudo, é livre, já que uma vez lançado no mundo, é o responsável por tudo que faz.
O existencialista não pensará tampouco que o homem pode encontrar auxilio em algum sinal na terra que o oriente; pois considera que o homem é quem decifra, ele mesmo, o sinal como melhor lhe parecer. O homem, sem nenhum tipo de apoio ou auxílio, está condenado a inventar a cada instante o homem. O homem é o futuro do homem. Isso e perfeitamente exato.
Quem pode ajudá-lo nessa escolha? A doutrina cristã? Não. A doutrina cristã diz: sede caridosos, amai a vosso próximo, sacrificai-vos pelo outro, escolhei o caminho mais exigente etc.
Nenhum código de moral tem resposta para dar. A moral kantiana diz: nunca trate os outros como um meio, mas como fim.
Quando Descartes dizia: “Ganhar-se, antes, a si mesmo que ao mundo”, queria dizer a mesma coisa: agir sem esperança.
O quietismo é a atitude daqueles que dizem: “Os outros podem fazer aquilo que eu não posso”. A doutrina que lhes apresento é exatamente o contrário do quietismo, pois ela afirma: “Só existe realidade na ação“.
Para o existencialista, não existe outro amor do que aquele que se constrói, não há outra possibilidade de amor do que aquela que se manifesta em um amor.
“Você não é outra coisa senão sua vida”.
O existencialista diz que o covarde se faz covarde, e o herói se faz herói. Existe sempre uma possibilidade para o covarde deixar de ser covarde e para o herói deixar de ser herói.
Não existe esperança senão em sua ação, e a única coisa que permite ao homem viver é o ato.
Para que exista uma verdade qualquer, é preciso uma verdade absoluta: e esta é simples, fácil de atingir e consiste em apreender-se sem intermediários.
Todo materialismo tem como efeito tratar todos os homens, inclusive a si mesmo, como objetos.
Nós estamos nos apreendendo a nós mesmos diante do outro...
Descobre também todos os outros, e os descobre como a condição de sua própria existência. Ele se apercebe que não pode ser nada a menos que os outros o reconheçam como tal. Para obter qualquer verdade sobre mim é necessário que eu passe pelo outro.
A escolha é possível em um sentido, mas o que não é possível é não escolher. Eu sempre posso escolher, mas tenho que saber que se não escolho, isso também é uma escolha.
O que há de comum entre a arte e a moral é que, em ambos os casos, temos criação e invenção.
O homem se faz; ele não está feito de antemão. Não definimos o homem senão em relação a um engajamento.
Todo homem que se refugia por trás da desculpa de suas paixões, todo homem que inventa um determinismo, é um homem de má-fé. Não o julgo moralmente, mas defino sua má-fé como um erro. A má-fé é, evidentemente, uma mentira, pois dissimula a total liberdade de engajamento.
Os atos dos homens de boa-fé têm como última significação a busca da liberdade enquanto tal.
Kant declara que a liberdade quer a si mesma e bem como a liberdade dos outros.
Nós pensamos que princípios demasiadamente abstratos não conseguem definir a ação.
Antes de começarmos a viver, a vida, em si, não é nada, mas nos cabe dar-lhe sentido, e o valor da vida não é outra coisa senão esse sentido que escolhemos.
O homem está constantemente fora de si mesmo; é projetando-se e perdendo-se fora de si que ele faz o homem existir.
O existencialismo não é, sobretudo, um ateísmo no sentido de empenhar-se para demonstrar que Deus não existe. Declara, ao contrário, que, mesmo que Deus exista, isso não mudaria nada.
O homem precisa encontrar-se ele próprio e convencer-se de que nada poderá salvá-lo de si mesmo, ainda que houvesse uma prova incontestável da existência de Deus.

DIVIDIR UM PARAÍSO


Saí sozinho numa noite qualquer, há umas semanas, e não encontrei um lugar que me agradasse. 

Me senti orfão.

Não gosto de incomodar, nem de impor minha presença e na maior parte do tempo estou muito bem comigo apenas porque tem um filme, um livro ou música. Mas também tem os dias que quero sair e ver gente e embora, como agora à pouco, alguém liga para fazer um convite e eu já tenho uma programação, também acontece de não ter nenhuma.

Em se falando de filmes, vou ao cinema com certa frequência, nas sessões legendadas, mas na HBO Signature onde eu nunca parava passam filmes antigos excepcionais com muita consistência. Essa semana assisti "Message in a Bottle", de 1999 com Kevin Costner, Paul Newman e Robin Wright, que eu já tinha assistido assim como outro dia valeu a pena assistir de novo, Gran Torino, com Clint Eastwood. 

Fiquei pensando se não existem outras pessoas órfãs de um lugar para ir, no dia que querem sair. Me lembrei do filho de uma amiga que queria, anos atrás, abrir uma barbearia aqui, nos moldes da que fazia ele se sentir tão bem quando ia nela em New York. O sentimento é o mesmo; de querer fazer um lugar onde as pessoas se sintam muito bem.

De vez em quando quando saio, encontro pessoas de quem gosto e temos prazer em nos ver, mas às vezes o som está muito alto, ou mesmo e o barulho só permite conversar falando muito alto e por aí vai...
Um amigo disse que o ótimo para mim é bom. Talvez seja...

Não quero procurar nem uma ocupação nem algo para me incomodar mas de vez em quando penso no bar do João, aquele maluco de Itaipava que tocava lá o que queria e abria quando queria.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O AMOR ENTRA PELOS OLHOS, COMO EM SHAKESPEARE...




Estou lendo as tragédias de Shakespeare numa bela tradução da Bárbara Heliodora e, na introdução de mais de uma delas, ela fala que em Shakespeare o amor entra pelos olhos mostrando que personagens, como Romeu, por exemplo, se apaixonam muito rapidamente por alguém que viram pela primeira vez.

Em Break-Up tem essa cena da direita com a Jennifer Aniston quando ela passa nua por trás do marido com quem estava brigada e que está no sofá vendo televisão, a caminho da geladeira. Ele atônito, perturbado com a visão, ela, de costas para ele, sorri um sorriso de quem sabe o que está fazendo.

Pois é...
O que me lembrou dessa cena, que eu acho maravilhosa...

Eu estava vendo televisão no escuro quando ela veio e passou bem do meu lado com um conjuntinho para dormir de short e a parte de cima com um decote que me deixaram tonto e, toda vez que lembro daquela visão, rindo, como agora mesmo novamente.

Será que ela sorriu também quando passou, sabendo o que estava fazendo?