Quando chegou o fim do ano teve um dia que eu senti falta do ouvido amigo e de uma conversa onde eu pudesse ter dúvidas. Umas pessoas tem me perguntado a respeito das minha dúvidas e das minhas certezas e uma das perguntas foi se eu me via envelhecendo aqui.Aí está um problema da auto-imagem. Eu já passei da meia idade e não me sinto velho porque não estou me vendo ou me sentindo assim.
Não me sinto em dúvida mas gostaria de pensar na dúvida. É sempre um exercício mental. Tentei fazer um comparativo do momento e da maneira como eu vivia com o que estou vivendo agora.
Eu estava sentindo o cansaço que de estar numa rotina que não estava mais fazendo sentido junto com um certo isolamento que eu interpretava como independência e vinha pensando em alternativas. Também havia a vontade e a expectativa de coisas que não aconteceram porque eu não estava pronto. Com isso eu esperava pela coisa perfeita. Hoje ainda a falta a rotina que faça completo sentido, mas depende de mim seguir mais focado do que estou.
De toda maneira, o balanço foi positivo mas ainda assim eu gostaria de poder conversar, de fazer um exercício mental apenas e depois seguir adiante, tendo refletido junto com alguém que não levasse à sério o que eu dissesse.Ou que levasse, mas que depois, se conveniente, esquecesse.
Porque é assim que funciona um ouvido amigo.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
A MULHER NUA NA MINHA CAMA
Nunca amei tanto aquela mulher como quando ela dormia relaxada na minha cama depois de brincar até dormir exausta. Era uma imagem e um sentimento de tanta completude que ela nem imagina o poder que teve naquele momento.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
UM LUGAR PARA CHAMAR DE MEU
Usei tempo, energia e dinheiro na reforma de um apartamento e o resultado ficou muito bom. Mudar para uma cidade de interior, muito mal tratada, tendo sempre morado em cidades que tinham boa infra-estrutura tornou mais importante que esse apartamento se transformasse num oásis.
Agora que esse oásis está com quase tudo que eu queria feito quero passar mais tempo nele e a namorada que me conheceu morando num apartamento provisório não entende que eu quero desfrutar da minha casa porque ela queria que eu passasse mais tempo na dela.
Quando eu der a reforma por terminada quero fazer algo para receber as pessoas aqui. Uns detalhes vão esperar uma folga e como aqui não existe para comprar estou desejando comprar uma fonte parecida com essa da foto de um restaurante local que não a está usando. Deixei energia e água no ponto para instalar uma fonte. Acho o barulho da água caindo muito tranquilizador.
Depois de alguns anos em apartamentos que não eram meus, a vida toma uma outra forma. Embora no último apartamento alugado a relação com a proprietária e a disposição de deixar do meu jeito tenham tornado aquele o melhor lugar depois que saí da minha casa, agora é diferente e quero aproveitar isso.
Agora que esse oásis está com quase tudo que eu queria feito quero passar mais tempo nele e a namorada que me conheceu morando num apartamento provisório não entende que eu quero desfrutar da minha casa porque ela queria que eu passasse mais tempo na dela.
Quando eu der a reforma por terminada quero fazer algo para receber as pessoas aqui. Uns detalhes vão esperar uma folga e como aqui não existe para comprar estou desejando comprar uma fonte parecida com essa da foto de um restaurante local que não a está usando. Deixei energia e água no ponto para instalar uma fonte. Acho o barulho da água caindo muito tranquilizador.
Depois de alguns anos em apartamentos que não eram meus, a vida toma uma outra forma. Embora no último apartamento alugado a relação com a proprietária e a disposição de deixar do meu jeito tenham tornado aquele o melhor lugar depois que saí da minha casa, agora é diferente e quero aproveitar isso.
Eu necessito disso para me equilibrar.
domingo, 15 de dezembro de 2013
CONCENTRAR NO QUE O OUTRO TEM DE BOM
Para o bem duma relação e da sanidade individual o modo de ser de cada um deve ser respeitado.
É um grande exercício ignorar que sempre achamos de que do nosso jeito é melhor.
Muitas vezes existe o desejo, ainda que inconsciente, de controlar, como se fosse uma disputa pelo poder.
A melhor maneira de prosseguir é se focar naquilo que o outro tem de bom e de que gostamos e relevar o que não gostamos.
Hoje acho que um sete em dez já é muito bom
A questão mais importante é quanto estamos felizes e se passamos mais tempo contentes que descontentes.
Não sei se foi o tempo que passei sozinho e de muitas vezes ver o que tem de bom nisso que acredito ser melhor ser feliz só do que infeliz junto.
É um grande exercício ignorar que sempre achamos de que do nosso jeito é melhor.
Muitas vezes existe o desejo, ainda que inconsciente, de controlar, como se fosse uma disputa pelo poder.
A melhor maneira de prosseguir é se focar naquilo que o outro tem de bom e de que gostamos e relevar o que não gostamos.
Hoje acho que um sete em dez já é muito bom
A questão mais importante é quanto estamos felizes e se passamos mais tempo contentes que descontentes.
Não sei se foi o tempo que passei sozinho e de muitas vezes ver o que tem de bom nisso que acredito ser melhor ser feliz só do que infeliz junto.
A CRIANÇA ZEN
Ele tem apenas nove anos e tem as atitudes de uma criança dessa idade.
Como tenho notado que uma maior concentração no que está fazendo provavelmente lhe ajudaria a se sair melhor nas tarefas escolares nas quais tenho ajudado, falei a ele sobre meditação e ele me perguntou se colocando numa posição de lótus se era daquele jeito.
Num outro momento enquanto fazíamos o mantra OM ele disse que eu estava errado porque tinha que ser com os olhos fechados.
Quando numa outra ocasião perguntei a ele onde havia aprendido aquilo ele disse que não sabia e me contou que uma vez fazendo a mesma coisa ele havia voado.
Eu acredito nele e vejo nele um ser muito cheio de luz.
Como tenho notado que uma maior concentração no que está fazendo provavelmente lhe ajudaria a se sair melhor nas tarefas escolares nas quais tenho ajudado, falei a ele sobre meditação e ele me perguntou se colocando numa posição de lótus se era daquele jeito.
Num outro momento enquanto fazíamos o mantra OM ele disse que eu estava errado porque tinha que ser com os olhos fechados.
Quando numa outra ocasião perguntei a ele onde havia aprendido aquilo ele disse que não sabia e me contou que uma vez fazendo a mesma coisa ele havia voado.
Eu acredito nele e vejo nele um ser muito cheio de luz.
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