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segunda-feira, 12 de abril de 2010

NA FALTA DE NOTÍCIAS EXCEPCIONAIS EU NÃO DAVA ERA NOTÍCIA NENHUMA


Algumas das últimas vezes que viajei encontrei uma amiga que eu não via há anos e temos conversado. Da última vez que batemos um papo ela se queixou por eu me manter ausente quando não estava presente.


Explico:


Disse que eu não mantinha contato quando estava longe, o oposto de quando presente, integralmente ali.


Ando mais reflexivo e já não acho que sou o o único a estar certo, ainda que a respeito de mim mesmo. Quando alguém me diz algo eu penso.


A verdade é que sempre estou integralmente aonde estou e não em outro lugar e com ela o débito era não ser tão bem educado quanto deveria.


Mas ela me fez pensar em algumas pessoas de quem gosto muito e que estavam ali numa lista escrita para telefonar e tentei pensar no que poderia ser razão para ficar adiando isso.


Cheguei à conclusão de que o que eu gostaria era dar a essas pessoas notícias excepcionais, falar que estava tudo bem, que eu tinha algo em andamento, ou, no mínimo, que eu tinha um plano.


E o fato é que eu ainda não tenho. É a tal estória de ficar parado diante da porta ou esquentando como o sapo fervido. E não queria dividir esse desapontamento comigo mesmo com eles.


Mas alguma hora a gente tem que se corrigir, então liguei para minha prima Yvete e jurei que vou ligar com mais frequência, mas ainda está nas pendências falar com meu grande amigo José Augusto, a quem prometi e não cumpri, há mais de um ano, manter contato.


No penúltimo domingo liguei para uma amiga para dar uma notícia, mas quando conversávamos vi que falar com ela continua sendo agradável como sempre e que precisamos fazer isso mais vezes, porque o papo flui.


Tenho ido ver meus "outros" pais e isso também me faz bem e preciso repetir mais vezes, porque estou me sentindo feliz perto deles e eles estão na faixa dos oitenta. Isso tem matado um pouco essa grande fome de família que tenho.


Olhando bem vejo que esse amor pelos amigos e pela família é por demais precioso e essas trocas são excepcionais, mesmo que as minhas notícias não sejam.



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

SÓ QUANDO EU ESTIVER PRONTO


Não me lembro se foi em um livro, acho que foi, mas era uma estorinha contada em tirinhas que eu vou tentar ser fiel, mas não é tão bom quanto ver a tirinha.

Era o sujeito falando a respeito dele mesmo, e começa assim:
- Quando eu estava na barriga da minha mãe, eu não estava pronto para nascer, mas eu nasci mesmo assim.

- Quando eu estava para ir para o jardim de infância eu não estava pronto, mas eu tive que ir assim mesmo.

- Quando eu estava para casar eu não estava pronto, mas tive que casar assim mesmo.

E assim foi com meus filhos, eu também não estava pronto.

Nesse ponto aparece o sujeito dentro de um buraco, no escuro, com toda a família procurando por ele com lanternas e chamando por ele, e por fim ele dizia:

Agora eu só saio daqui quando estiver pronto!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

UM TEXTO APAVORANTE SOBRE PARAR DE SONHAR




– O homem nunca pode parar de sonhar; o sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre.


O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coração pede.
O Bom Combate é aquele que é travado em nome de nossos sonhos.
Depois de muito esforço, terminamos aprendendo a lutar, e então já não temos a mesma coragem para combater. Por causa disto, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, e passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate

O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo.

O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos aceitar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existência.
Nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.

Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de Domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Mas na verdade, no íntimo de nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta por nossos sonhos, a combater o Bom Combate.

Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um pequeno período de tranqüilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos.
Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses. O que queríamos evitar no combate – a decepção e a derrota – passa a ser o único legado de nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, que nos livra de nossas certezas, de nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo.”


Extraído de cronicas do Paulo Coelho


1 Comentário:
Profundo, verdadeiro, maravilhoso!! Me sentir dentro do texto...

Por Anônimo

PARADO DIANTE DA PORTA




“Em muitas das tradições orais, a sabedoria é representada por um templo, com duas colunas na porta: estas duas colunas sempre tem nomes de coisas opostas entre si, mas para exemplificar o que quero dizer, chamaremos uma de Medo, outra de Desejo. Quando o homem está diante desta porta, ele olha para a coluna do Medo e pensa: “meu Deus, o que vou encontrar adiante?” Em seguida, olha para a coluna do Desejo e pensa: “Meu Deus, já estou tão acostumado com o que tenho, desejo continuar vivendo como sempre vivi”. E fica ali parado; isso chamamos de tédio.

- O tédio é...

- O movimento que cessa. Instintivamente, sabemos que está errado, e nos revoltamos. Nos queixamos com nossos maridos, esposas, filhos, vizinhos. Mas, por outro lado, sabemos que o tédio e a rotina são portos seguros.

- Uma pessoa pode passar a vida inteira nesta situação?
- Ela pode levar o empurrão da vida, mas resistir e continuar ali, sempre reclamando – e seu sofrimento foi inútil, não lhe ensinou nada.

“ Sim, uma pessoa pode continuar o resto dos seus dias diante de uma das muitas portas que deve ultrapassar, mas ela precisa entender que só viveu mesmo até aquele ponto. Pode continuar respirando, andando, dormindo, comendo - mas cada vez com menos prazer, porque já está morta espiritualmente e não sabe.

“Até que um dia, além da morte espiritual, aparece a morte física; neste momento, Deus perguntará: “o que voce fez com a sua vida?” Todos nós temos que responder esta pergunta, e ai de quem disser: “fiquei parado diante de uma porta”.

Extraido de uma coluna do Paulo Coelho do ano de 2000.

sábado, 1 de agosto de 2009

SERÁ QUE O HOMEM PAROU DE PENSAR?


Um mês sem postar nada.

E tudo por um bloqueio que me causou, com muito boa intenção, mas com um efeito desastroso, minha prima, que contou, para quem não devia, a respeito do blog.

Minha filha não contou e muitos outros sabiam que não era para contar.

Agora não me sinto mais à vontade.

É dividir involuntariamente aquilo que não quero dividir voluntariamente.

Há de haver um forma de resolver isso.