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quarta-feira, 26 de março de 2025

NÃO É NADA ENGRAÇADO

A gente usa o termo "engraçado" para falar de coisas que não são nada engraçadas.

Precisei falar semana passada com uma pessoa que não tinha vergonha de pedir dinheiro emprestado para não pagar. Não sei, nem quero saber se continua assim.

Há mais de dez anos eu, que não sou parente, caí nessa também.

Mas foi um prejuízo pequeno comparado ao benefício dela saber que a partir dali eu não ouviria mais nenhuma estória triste nem depositaria nela qualquer confiança.

Tenho que me dar por feliz porque durante a vida toda não foram muitas as pessoas que me convenceram com estórias comoventes e com situações que seriam momentâneas mas que eram um modo de ser e de viver. Não pretendiam devolver um suposto "empréstimo".

Falar com ela me lembrou uma situação mais recente.

Quando a vida não te maltrata você fica mais suscetível a ser bonzinho e ser solidário com quem tem mais problemas que você, mas meu limite é atingido quando percebo aquilo como um mau hábito ou que talvez a pessoa esteja olhando para a minha testa e lendo: "otário".

Eu tinha uma pessoa na minha lista de pessoas a serem ajudadas sem que eu recebesse nada em troca e falava com ela e a auxiliava com uma certa frequência. A vida dela não é fácil e além de tratamentos de beleza que ela faz, também revende alguns produtos. 

Eu me comportava como um amigo dela e já devia ter visto isso, mas só acordei para o comportamento dela quando prestei atenção quando duas coisas aconteceram em seguida:

A primeira foi ela fazer um comentário a respeito do próprio irmão, que tem um ótimo emprego, como se ele não tivesse o direito de fazer algo bom para ele mesmo porque ela queria que ele fizesse algo por ela. O irmão ao negar com certeza a conhecia o pedir constante dela melhor que eu.

A segunda foi quando percebi que ela queria fazer um amigo meu de trouxa e pediu para ele pagar antecipadamente por um produto que ela tinha me dito que está fora de linha há alguns meses. 

Quando a pessoa mente muito, acaba sendo pega e para convencer ela mandou uma foto antiga dela com o produto como se fosse uma foto atual dizendo que tinha disponível e depois, quando confrontada, aceitou a admoestação e nem sequer tentou justificar.

É gente que também vive de pequenos golpes. Por mais que eu tivesse pena é uma pessoa para manter à distância.


segunda-feira, 24 de março de 2025

E O SUJEITO NÃO CONSEGUE FICAR CALADO...

 


Eu deixei de lado, mas ela é um monumento e outro dia desses eu revi uma foto dela, de costas, num final de tarde que dá bem para ver que maravilha que ela é. E lembrei dela aqui em casa. 

É outra de quem não tive todas as vezes que eu queria ter tido.

E a gente estava indo tão bem...

Não me arrependi nem acho que é hora de voltar para trás. Acho realmente que quebrou alguma coisa e que não vai mais funcionar do mesmo jeito.

Mas ela estava me vindo à cabeça de vez em quando e aquela foto é matadora. Não devia olhar mais.

Mesmo sem ter foto dela no whatsapp mandei uma mensagem de áudio. Talvez tivesse me bloqueado.

Foi curtinho mas eu disse que tinha quebrado alguma coisa e que eu só queria que ela soubesse que eu fiquei triste por isso.

Ela respondeu imediatamente. Mas não entendeu nada.

Não conhece a minha alma.

terça-feira, 18 de março de 2025

OLHANDO DE LONGE

 

Ela passa por mim umas duas vezes quase que todos os dias. Ela correndo, eu caminhando. Me dá prazer porque eu acho ela bonita e beleza me comove.

Ela sabe que eu olho.

Vou resistir e ficar quietinho.

VIDA DE RAINHA

Emprenhado pelos ouvidos, ele falou de minha irmã como se ela estivesse levando uma vida de rainha porque mora num apartamento que pertence ao espólio, assim como eu. No caso dela o espólio paga o condomínio e o IPTU, mas é só.

Mais uma vez eu tive que fazer as mesmas contas para ele. 

Ela mora lá porque não tem nenhuma possibilidade financeira de ir para outro lugar sem receber sua parte na herança e sobrevive sem reclamar com um salário mínimo de aposentadoria, alguns trabalhinhos eventuais que nem sempre acontecem e todos os meses ela pede um empréstimo para completar o mínimo que precisa até para comer.

Sei que morar lá, mesmo vivendo frugalmente, traz para ela alguma segurança e conforto.

Mas gostaria de ver como ele, que fala isso dela, viveria com pouco mais de três mil reais por mês.

segunda-feira, 17 de março de 2025

UMA GUERRA SEM FIM


Eu gosto muito dele, mas ninguém é perfeito.

Ele acha que vai resolver qualquer problema que os outros tenham e não conseguiram resolver, porque pensa vinte minutos e supõe que tudo que eles precisam é o que ele imaginou.

Recentemente alguém falou com ele sobre um Inventário, do qual eu faço parte e ele não. 

Eu não penso nesse assunto a maior parte do tempo. É uma forma de me poupar.

Ele, supondo que é capaz de convencer qualquer um de qualquer coisa, falou comigo mais uma vez porque imaginou que iria solucionar um assunto, que se arrasta há dez anos, com alguns minutos de conversa.

Embora tenha minhas convicções, sempre estou aberto para a possibilidade de estar errado e fazer um raciocínio diferente do meu. Então escuto e, depois de pensar, sou capaz de mudar. 

Mas também sou capaz de dar uma engrossada se a pessoa insiste em algo que eu acabei de dizer não.

Foi dele a sugestão dele de peticionar nesse Inventário contra vários atos de uma irmã. Ele argumentou que eu vinha falando há anos em peticionar mas não peticionava. 

Ele estava certo. 

Disse que era melhor que eu entrasse logo porque assim pelo menos um dia resolvia. Como fez sentido a colocação dele peticionei no ano passado.

A juíza ainda não despachou mas recentemente ela pediu um posicionamento quanto ao rito: arrolamento ou o rito judicial.

Deixar documentadas as provas das falcatruas em juízo foi uma forma de eternizar isso publicamente.

Fora de juízo eu já o já havia feito, conseguindo apenas que ela parasse com as manobras diversionistas e sem fundamento. 

A partir do momento que provei tudo que eu digo a respeito das atitudes dela, ela, quando quisesse falar alguma coisa a meu respeito também teria que apresentar provas.

No futuro, com esse registro oficial no Inventário, ela, não vai poder alegar que não fez o que fez e o melhor de tudo é que as provas de seus atos são suas palavras em e-mails dela mesma.

Nessa última conversa ele disse que eu estava prejudicando os outros herdeiros porque, segundo ele, eu controlaria completamente uma outra irmã. Eu respondi que não estou preocupado com isso já quero que os outros herdeiros foram coniventes com as falcatruas ao se eximir de se manifestar.

Se isso está pendente é porque não pretendo premiar com a impunidade a pessoa que fez várias ações condenáveis, mas tenho certeza que esses dez anos já foram um bom castigo para ela que é a única dos herdeiros que quer colocar a mão em algum dinheiro.

Outro fato importante a ser relembrado é que logo depois da morte eu sugeri que aquele Inventário poderia ser liquidado extrajudicialmente no máximo seis meses depois do pagamento dos impostos, deixando uma outra parte que dependia de outro Inventário para sobrepartilha.

Mas a irmã capaz de tudo que fez, com uma enorme de capacidade de convencimento, persuadiu outros herdeiros que isso não era possível. Ela também manipulava a advogada que era comum à todos.

Quando uma das herdeiras passou um e-mail dando conta que tinham sido enganados e que ela cada hora vinha com uma informação diferente, tanta coisa já tinha acontecido que os navios tinham sido queimados.

Já se passaram dez anos e por mim podem passar mais dez mas para que ninguém possa dizer que eu sequer pensei em liquidar esse assunto vou aceitar o convite dele para uma nova conversa.