Numa viagem, comentei com várias pessoas duas idéias do que posso vir a fazer no futuro, que podem até dar em nada, mas tem me vindo à cabeça com mais frequência.
Uma amiga ficou muito interessada em uma delas e me chamou para uma conversa. A conversa foi boa, embora a nossa motivação seja diferente, porque não há nada de concreto então podemos divagar, que é exatamente o que eu quero fazer nesse instante, porque creio que esses papos vão trazer idéias novas, amadurecer as existentes e quem sabe até dar consistência a elas.
Todas as duas idéias envolvem o gosto e a disposição para lidar com gente e ter prazer nisso. Enquanto estávamos juntos o telefone dela tocou e a maneira dela falar com a pessoa me fez ter dúvidas se ela tem essa característica de tratar a todos como a mesma delicadeza.
Isso me levou a pensar na ilusão que temos a respeito de nós mesmos, inventariando características que não temos e, naturalmente, comecei a pensar se não estou fazendo o mesmo.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
FALANDO COM ESTRANHOS...
Domingo fomos a Cervejaria Devassa em Ipanema e acabei conversando com umas meninas de uma mesa longe da nossa e depois com o casal ao lado da nossa mesa onde estávamos em cinco pessoas. Acho bom essa conversa com estranhos. Eu falo com estranhos, mesmo que minha mãe possa ter recomendado algum momento da minha vida que eu não o fizesse.
Ontem fui tomar um café com um primo no Talho Capixaba no Leblon e disse a ele que como efeito do vício de fotografar era que quando eu via alguém bonita como a moça que estava na mesa ao lado me dava vontade olhar já imaginando fotografar. Ela ouvindo aquilo, ao sair agradeceu. Achei simpático da parte dela.
Estava voltando para São Paulo sem pressa e por volta da uma e meia da tarde me dei ao trabalho de parar num lugar que fica no sentido do Rio, porque lá a comida é sempre boa e parece feita em casa. É a Casa do Mamão, a alguns quilômetros da Serra de Araras.
Um senhor na mesa ao lado começou a conversar comigo e na conversa eu soube que é o proprietário do lugar. Em algum ponto da conversa ele mencionou estar indo fazer companhia a um grande amigo cuja esposa vai passar por uma operação que irá identificar a gravidade de um câncer. Ele me dizia que coisas ruins acontecem com pessoas que não merecem enquanto vê pessoas clara e repetidamente más sobreviverem muito bem, obrigado, sem passar por essas coisas e sem morrer cedo como outras boas pessoas.
Contei a ele de uma pessoa de quem nunca soube ter dito ou feito algo ácido durante toda vida. No entanto algumas coisas ruins aconteceram com ela. Para mim ela é a prova viva de que as coisas não acontecem por uma questão de merecimento.
Quanto a falar com estranhos, o melhor conselho que ouvi foi esse aqui: "Nunca fale com uma perfeita estranha, a menos que ela seja uma estranha perfeita!".
PORQUE O POBRE PAGA MAIS PELAS MESMAS COISAS ?
Quando desci de Iatipava parei para abastecer num posto do Carrefour na Rio Petrópolis, Duque de Caxias, baixada fluminense, uma região pobre, quase no Rio, e acabei entrando no supermercado. Duas coisas me chamam a atenção.
Uma delas é o preço da gasolina que de maneira geral, em todos os postos do Rio, é mais caro que em São Paulo, mesmo a refinaria sendo bem ali também. Falar em geral é uma coisa, mas falar do Carrefour que tem postos nas duas cidades e também cobra mais caro no Rio que em São Paulo dá a medida da coisa.
Comentei o sentimento com o frentista que também já tinha a mesma percepção porque veio a São Paulo fazer um treinamento e no posto Carrefor no mesmo dia que eles estavam vendendo a gasolina comum no Rio a R$ 2,77 o litro, estavam vendendo a aditivada em São Paulo por exatamente o mesmo preço. A aditivada estava a de R$2,99 o litro, no Rio, segundo ele.
Hoje é 9 de janeiro e abasteci no Carrefour da Marginal Pinheiros pagando R$ 2,63 o litro, quando ontem, dia 8, paguei R$ 2,85 o litro na Dutra, em Belfort Roxo. É uma diferença de 8,36% para a mesma empresa, para a mesma gasolina.
No supermercado entrei atrás de produtos específicos, mas só para dar dois exemplos de coisas que conheço o preço, iogurtes de garrafinha de 200 ml, de uma marca comum a R$ 1,69, hoje vi em São Paulo a R$ 0,99 e Cracker Levíssimo a R$ 2,19, quando aqui hoje comprei para completar esse post com uma informação checada. Hoje em São Paulo, R$ 1,69. Uma diferença de 29,58%.
A conclusão é a de quem pode menos paga mais.
Uma delas é o preço da gasolina que de maneira geral, em todos os postos do Rio, é mais caro que em São Paulo, mesmo a refinaria sendo bem ali também. Falar em geral é uma coisa, mas falar do Carrefour que tem postos nas duas cidades e também cobra mais caro no Rio que em São Paulo dá a medida da coisa.
Comentei o sentimento com o frentista que também já tinha a mesma percepção porque veio a São Paulo fazer um treinamento e no posto Carrefor no mesmo dia que eles estavam vendendo a gasolina comum no Rio a R$ 2,77 o litro, estavam vendendo a aditivada em São Paulo por exatamente o mesmo preço. A aditivada estava a de R$2,99 o litro, no Rio, segundo ele.
Hoje é 9 de janeiro e abasteci no Carrefour da Marginal Pinheiros pagando R$ 2,63 o litro, quando ontem, dia 8, paguei R$ 2,85 o litro na Dutra, em Belfort Roxo. É uma diferença de 8,36% para a mesma empresa, para a mesma gasolina.
No supermercado entrei atrás de produtos específicos, mas só para dar dois exemplos de coisas que conheço o preço, iogurtes de garrafinha de 200 ml, de uma marca comum a R$ 1,69, hoje vi em São Paulo a R$ 0,99 e Cracker Levíssimo a R$ 2,19, quando aqui hoje comprei para completar esse post com uma informação checada. Hoje em São Paulo, R$ 1,69. Uma diferença de 29,58%.
A conclusão é a de quem pode menos paga mais.
MAS EU ESTOU FELIZ AQUI TAMBÉM!
Quando o fim das "férias" que me dei foi se aproximando fui ficando meio triste. Estava tão bom e eu estava falando que seria feliz em casa também, porque tenho me sentindo feliz em todos os lugares, mas não estava muito convencido disso. Cheguei em casa e ainda nem coloquei tudo no lugar, mas estou me sentindo bem, como, de verdade, eu não imaginava que ia.
Talvez porque o meu momento é de começar a explorar possibilidades e me desapegar então é hora de ver mais, não de voltar para casa. Até minha mãe me perguntou se não estava na hora de eu pensar em voltar a morar no Rio, mas nisso eu não estou pensando. Gosto de ir e faço coisas de turista, mas não creio que seja ali.
Lembrei de algo que guardei, mas enquanto não procuro, vai como eu me lembro:
"Nunca digas que aqui ou ali é o seu lugar, porque em todos os lugares as árvores florescem".
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A PESSOA E O PERSONAGEM
Deixei de levar à sério uma amiga porque algumas das coisas que ela falava comigo não tinham uma sequência até nos encontrarmos de novo, quando parecia que as coisas recomeçavam de onde tinham parado e um amigo comum me veio com uma frase que me ajudou muito a entender a situação. Não gosto de frases que definem pessoas, mas ouvi ali uma que fazia sentido.
"- Ela não sabe abandonar o personagem".
Os dois são artistas e aquilo era perfeito para definir o que me incomodava na nossa amizade, já que gosto de coerência na sequência. Até um fim ou um recomeço tem coerência, mas não tem coerência algo que parece capítulo de novela, que recomeça de onde parou, criando um suspense do algo para acontecer, sem que nada tenha acontecido até então.
A notoriedade do momento de exposição, mesmo que não seja um literalmente num palco, favorece um encantamento que provoca situações onde as pessoas do público se sentem de alguma forma seduzidas e reagem a isso. Por outro lado também existem os que estão em evidência e ficam deslumbrados com esse encantamento e não sabem quando parar de representar.
Cabe aos dois lados da platéia aprender a separar a pessoa do personagem.
"- Ela não sabe abandonar o personagem".
Os dois são artistas e aquilo era perfeito para definir o que me incomodava na nossa amizade, já que gosto de coerência na sequência. Até um fim ou um recomeço tem coerência, mas não tem coerência algo que parece capítulo de novela, que recomeça de onde parou, criando um suspense do algo para acontecer, sem que nada tenha acontecido até então.
A notoriedade do momento de exposição, mesmo que não seja um literalmente num palco, favorece um encantamento que provoca situações onde as pessoas do público se sentem de alguma forma seduzidas e reagem a isso. Por outro lado também existem os que estão em evidência e ficam deslumbrados com esse encantamento e não sabem quando parar de representar.
Cabe aos dois lados da platéia aprender a separar a pessoa do personagem.
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