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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MEUS VIZINHOS SÃO MUITO PACIENTES



Eu ouço música alta uma vez ou outra. 
É uma maneira de descarregar as emoções.  Eu abaixo o som as dez. 

Quando eu morava no nono andar, uma única vez minha vizinha Aline, do oitavo, pediu para baixar porque não conseguia ouvir a televisão e depois disso quando a encontrei eu disse a ela que sempre que tivesse incomodando, que ela pedisse para me avisar que eu baixava na hora, mas ela me disse que ela gostava do que ouvia e quando acontecia o que ela fazia era ir para a varanda e ficar escutando.


Eu mudei para o sétimo andar e encontrei a Aline no elevador no sábado e na sexta eu tinha ficado  com música até as duas da manhã e ela comentou de alguma música que ela havia gostado. Eu a convidei para mais tarde quando iria ter música ao vivo.


Com o violino fomos até meia noite, mas continuamos com música até quatro da manhã, sem nenhuma reclamação. Não sei que horas acompanhei a Bel até o carro e quando voltei falei ao vigia que se a Aline chegasse dissesse que o convite estava de pé.


Foi quando ele me disse que na sexta a vizinha do quinto andar havia perguntado de onde vinha a música, mas não era para reclamar. O motivo é que ela tinha gostado de alguma música e queria saber se  eu não gravaria para ela.


Se eu descobrir qual é, eu gravo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

COMO EVITAR UMA TENTAÇÃO

Li uma vez e concordo, que a melhor forma de evitar uma tentação é não vê-la.

A única forma de não comer é não ter.

Um dia eu ainda vou ser dono de mim mesmo.

Não sou, mas pelo menos estou no caminho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA

Gustavo meu primo é mais novo que eu seis anos e eu lembrei de duas outras estórias dele.

Lembro de quando ele devia ter uns cinco ou seis anos passamos umas férias em Fortaleza e um dia ele teimava que não queria dormir e insistia que não ia mesmo até chegar à mais completa exaustão e dormir em pé encostado num batente da sala.


Doutra vez eu tinha levado um amigo para a fazenda, quando Gustavo já tinha uns dez anos, e toda vez que íamos fazer alguma coisa aparecia um empecilho;  não nesse cavalo, porque esse é meu, não com essa sela porque essa sela é minha.

Quando fomos a São José, fomos na funerária que era onde além de vender caixões de defunto, também se vendiam fogos de artifício e compramos um punhado de cabeções-de-nego. Estávamos estourando uns na frente da casa, na fazenda, quando ele acabou jogando um que estourou embaixo do carro que estava estacionado bem em frente.

Tio Marcos, pai dele, deu um tremendo esporro e mandou parar com aquilo imediatamente e foi o que fizemos.


Costumávamos ir jantar na outra casa e quando estávamos indo para lá o Gustavo já estava saindo  muito alegremente. O Carlos Alberto que fumava, falou para que eu esperasse e deixou uma cabeça-de-nego enfiada num cigarro aceso do lado de fora da casa.


Entramos e estávamos na mesa quando ouvimos o estouro. Tio Marcos chamou o Gustavo e deu outro esporro e quando ele quis se justificar dizendo que não tinha sido ele, mandou ele para cama imediatamente, porque além de tudo ele era mentiroso já que ele era o único que estava lá fora.


Deixei que se passassem anos antes que eu contasse para ele o que aconteceu naquela noite.

MINHAS TIAS PREFERIDAS

Acho que eu estava pensando nela porque recomecei a ler um livro que ela tinha me dado e escrevi a respeito do Gustavo que é filho dela há uns dias. Hoje ela me ligou para cumprimentar pelo aniversário que foi há dois dias.

Tia Zita é uma das pessoas mais interessantes que conheci e sempre que a gente conversa a coisa vai longe. Hoje ficamos mais de meia hora ao telefone falando dos assuntos mais variados, pulando de Constelações Familiares ao João, que era capataz na fazenda e não sabia ler nem escrever, mas quando ela mandava ele pagar várias contas com vários cheques, ele dobrava os cheques duas, três, quatro vezes ou mais e não errava um pagamento.


Viajamos muito juntos, principalmente quando eu ia muito com eles passar o fim de semana na fazenda. Ela sempre teve uma cabeça extraordinária. Continua tendo. Sempre foi naturalmente esotérica quando não era moda ser assim.


Eu estava dizendo a ela que muitas vezes uma conversa me dá uma idéia, mas que aquele papo estava me dando várias e tem algumas estórias que eu quero estar com ela para ouvir de novo e poder contar por escrito para que não se percam, como acontece quando a tradição é apenas oral.


Contei uma vez que eu dizia individualmente para cada uma das minhas tias, irmãs da minha mãe, que ela era a minha tia preferida e isso funcionava muito bem até que elas resolveram se gabar para as outras dessa minha  preferência.


Mas se eu tivesse que escolher algumas preferidas entre todas as preferidas, tia Zita que era casada com um tio irmão do meu pai, certamente estaria nessa lista.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ESCOLHENDO A PROFISSÃO

Dois primos deram respostas incomuns a essa pergunta, embora eu também me lembre de uma que disse que ia ser "dirigidora de Besta" (sic).

Renato queria ser lixeiro, para usar aquelas luvas grandes que eles usavam na época.
Ainda bem que ele mudou de idéia.

Gustavo queria ser ginecologista, e a resposta era bem menos casta, porque era "pra ver o pilulu de todo mundo".

Ah, se você é mulher e seu ginecologista se chama Gustavo, não se preocupe com a motivação do seu médico, meu primo Gustavo também mudou de idéia.