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quarta-feira, 19 de maio de 2010

AVE CORAÇÃO - FAGNER

No YouTube, para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=kaJnNq7tJ24




Eu sei que existe por aí
Uma andorinha solta
Procurando um verão que se perdeu no tempo
Cansou de ser herói do espaço
E quer a companhia de outros pássaros
É que o seu coração de ave
Não agüenta tanta solidão

Eu sei que eu ando por aí
Sou andorinha solta
E nem sei a estação em que estou vivendo
Não quero ser herói de nada
Só quero a companhia de outros braços
É que meu coração de homem
Voa alto como um pássaro.


sexta-feira, 14 de maio de 2010

MAGIA



Cansada de rezar a Santo Antônio, a jovem balzaquiana quebrou a imagem de gesso e apelou para outro protetor.

Chamou para uma séria conversa o seu anjo da guarda e deu-lhe um ultimato: estipulou um prazo para conhecer o futuro marido: o último dia de maio.
Sucederam-se os dias - ela ia conhecendo pessoas no trabalho, no clube, nas lidas diárias.
A cada encontro, casual que fosse, perguntava-se: será este? - e pedia ao anjo um sinal, que tardava.

Chegado o último dia de maio, eis que na sua sala está o vizinho, velho conhecido de infância, a pedir emprestado o jornal.

O anjo atendera enfim às suas preces. Era ele !

Claro que, antes de ser marido, deveria ser namorado, e como fosse ele seu namorado (embora ele ainda não o soubesse), ela corou, fez-se tímida, sorriu o mais encantador dos sorrisos e desmanchou-se em gentilezas - café, biscoitos, música...

E como fosse ele seu namorado (embora ele ainda não o soubesse), ela o convidou para o almoço de domingo e decorou a casa com flores e deixou o baralho bem à vista, um convite para prolongarem a tarde preguiçosa ...

E como fosse ele seu marido (embora ele ainda não o soubesse), ela confiou nele, confidenciou-lhe as idéias mais secretas, contou-lhe seus sonhos.

E como fosse ele seu marido (embora futuro, e embora ele ainda não o soubesse), ela abandonou-se mulher, como um fruto maduro de outono a ofertar a polpa saborosa e nutritiva.

Ele a colheu tão naturalmente que ela nem percebeu em que momento exato a vida penetrou em suas entranhas, demoliu seus pré- conceitos e lançou-a em chamas em seus braços acolhedores de homem.

E não que ela quisesse fazer-se de moderna, contrariar os rígidos princípios de sua educação católica ou mudar o seu comportamento, porque, afinal, nos dias de hoje etc... - é que, como fosse ele seu marido (embora futuro e embora ele ainda não o soubesse), ela despetalou-se, flor, e esparramou-se em ondas sobre o leito.

E o milagre aconteceu.

E hoje, sendo ele de fato de papel passado o seu marido bem amado, uns olhos de feiticeira piscam para ela com malícia do outro lado do espelho e lhe confessam, despudorados, que o anjo da guarda não teve nada a ver com a estória.

O conto acima é extraído do livro: Dias de Verão–– de autoria de Sonia Rodrigues -Ed. Leganar

UMA COLEÇÃO DE METÁFORAS QUE ENSINAM



ESCOLHENDO QUEM SER

Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

"Deixe-me contar-lhe uma historia. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que 'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".

E ele continuou:
"É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta."

"Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!

"Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:
"E qual deles vence, vovô?"

O avô sorriu e respondeu baixinho:
"Aquele que eu alimento mais frequentemente".








OLHAR EM VOLTA, OLHAR PARA CIMA

"Se você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado, e inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua habilidade para o vôo, será um prisioneiro. A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso completamente plano, tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto atirar-se contra o fundo do vidro.

Há pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber
que a saída está logo acima.

Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas por todos os lados, olhe para cima.




FAZER PELOS OUTROS

O ancião estava cuidando da planta com todo o carinho. O jovem se aproximou e perguntou:
- Que planta é esta que o senhor está cuidando?

- É uma jabuticabeira. - Respondeu ele.

- E ela demora quanto tempo para dar frutos?

- Pelo menos uns quinze anos. - Informou ao jovem.

- E o senhor espera viver tanto tempo assim? - Indagou irônico.
- Não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou no fim da minha jornada. - Disse o ancião.

- Então, que vantagem você leva com isso?

- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você...

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dar conselhos, não está fazendo o que eu pedi.

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dizer por que eu não deveria me sentir assim, está ferindo meus sentimentos.

Quando peço para você me ouvir e você acha que precisa fazer alguma coisa para resolver o meu problema, você não me ajudou, por mais estranho que pareça.
Não fale nem faça - apenas ouça.

Conselhos são baratos. Com pouco dinheiro, você compra uma revista, um jornal ou um livro cheios de conselhos. E isso eu posso fazer por conta própria. Não sou incapaz.
Talvez me desanime e hesite com frequência, mas não sou incapaz.

Quando você faz por mim alguma coisa que eu posso e preciso fazer por conta própria, você contribui para o meu medo e a minha insegurança.
Mas, quando você aceita como um fato natural que eu sinta o que sinto, por mais irracional que seja, aí eu não preciso me preocupar em convencer você e posso entender o que está por trás desse sentimento irracional.
E, quando isso estiver claro, as respostas serão óbvias e não precisarei de conselhos.

Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos o que está por trás deles.
Talvez seja por isso que rezar funciona às vezes para algumas pessoas - porque Deus é mudo e não dá conselhos, nem tenta consertar as coisas. Deus apenas ouve e deixa você descobrir as coisas por conta própria.

Então, por favor, apenas ouça, apenas ouça.

E se quiser falar, espere um pouco a sua vez - e eu ouvirei você.

Do livro: Histórias para aquecer o coração dos adolescentes






O TURISTA

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão seus móveis? - perguntou o turista.

E o sábio, bem depressa, perguntou também:

- E onde estão os seus?

- Os meus?! - surpreendeu-se o turista - Mas estou aqui só de passagem!

- Eu também. - concluiu o sábio.




Quando recebia por email alguma coisa que eu achava muito interessante eu costumava guardar uma cópia no computador. Quando lia em uma revista, um folder ou qualquer lugar alguma coisa interessante para mim ou para pessoas de quem gosto, também guardava, para um dia fazer uso daquilo.
Hoje você acha tudo na internet.
Agora resolvi fazer diferente. Se eu gostar vem para cá. Não vou mais ficar guardando.
Minha irmã Vitória mandou esse. Gostei muito e, por isso, vou dividir.




A tequinologia do abraço por um matuto mineiroO minerim falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia...


- É... das invenção dos homi, a que mais tem sintido é o abraço. O abraço num tem jeito di um só aproveitá! Tudo quanto é gente, no abraço, participa uma beradinha....


Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia..

Quandu ocê tá cum muita reiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum reiva...
Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da sua alegria...
Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém...

Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é, qui o abraço tem tanta tequilonogia, mas ninguém inda discubriu... Mas, iêu sei! Foi um ispirto bão de Deus qui mi contô..... Iêu vô contá procêis u qui foi quel mi falô:


O abraço é bão pur causa do Coração... Quandu ocê abraça arguém, fais massarge no coração!... I o coração do ôtro é massargiado tamém! Mas num é só isso, não... Aqui tá a chave do maió segredo de tudo:
É qui, quandu nois abraça arguém, nóis fica cum dois coração no peito!...




QUAL É O TAMANHO DO SEU MUNDO ?




A carpa

A carpa japonesa tem a capacidade natural de crescer de acordo com o tamanho do seu ambiente. Assim, num pequeno tanque, ela geralmente não passa de cinco ou sete centímetros -- mas pode atingir três vezes esse tamanho, se colocada num lago.

Da mesma maneira, as pessoas têm a tendência de crescer de acordo com o ambiente que as cerca. Só que, neste caso, não estamos falando de características físicas, mas de desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual.

Enquanto a carpa é obrigada, para seu próprio bem, a aceitar os limites do seu mundo, nós estamos livres para estabelecer as fronteiras de nossos sonhos.

Se somos um peixe maior do que o tanque em que fomos criados, em vez de nos adaptarmos a ele, devemos buscar o oceano -- mesmo que a adaptação inicial seja desconfortável e dolorosa.




Anônimo disse...


Gostei muito dessa explicaçâo.

Vou basear-me nessa explicação para explicar aos meus alunos o que a carpa, pois não não sabem o que é,mas com está excelente explicação irrão perceber logo.



Prof.Joana Ferrão

terça-feira, 11 de maio de 2010

PORQUE GRITAMOS



Mahatma Gandhi

Gandhi disse que um dia um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:

"Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas??

"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.

- "Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador.

Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.

E o mestre voltou a perguntar:
"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu:
"Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?"
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de v
olta".