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segunda-feira, 20 de abril de 2009

DE VEZ EM QUANDO LEMBRO DAS MINHAS TOLICES


E umas quantas cometi! Algumas eu gostaria muito de não ter feito.Outras bastaria de ter agido melhor do que agi naquele momento.

E quando essas lembranças vêm, é com uma clareza de filme!


Nada de muito grave, nenhum grande pecado, mas foram momentos onde faltou escolher melhor as atitudes ou as palavras.
Quando lembro de algumas, só consigo pensar:
Como é que eu pude fazer uma besteira dessas! Mas que bobagem!
E fico novamente envergonhado. Principalmente se sinto que o que faltou foi elegância.


Não quero simplificar diminuindo as idiotices que fiz debitando muito à inexperiência, hoje não sou imune, mas me sinto menos propenso a elas.


Aprendo todos os dias. Não é problema dizer que nunca fiz algo, que é a primeira vez que estou vendo ou ouvindo falar de alguma coisa, e estou bem à vontade para perguntar seja o que for.


Vi pessoas fazendo coisas estúpidas, quando falavam como se conhecessem algo do qual não tinham a menor pista e foi uma grande lição para mim, principalmente quando fizeram idiotices querendo demonstrar uma segurança que só mostrava que agiam como idiotas presunçosos.
Também não quero impressionar ninguém fingindo ser o que não sou.


Aprendo com os outros e me questiono, mesmo sabendo quem eu sou e no que acredito. Há outras formas de ver o mundo.
Também com o tempo passei a reagir mais lentamente, ainda que isso tenha implicações tanto boas quanto más. Sei que, às vezes, quero mais tempo para elaborar.
Ainda sinto uma compulsão terrível de ser sincero, mas estou controlando isso melhor com a intenção de fazer minhas colocações de uma forma mais adequada.


Nas minhas tolices não dá para passar uma borracha, mas, se serve de alguma coisa, garanto que tenho um arrependimento sincero.

sábado, 18 de abril de 2009

ESCREVER UM BLOG TRAZ BENEFÍCIOS À SUA SAÚDE

Ontem eu estava pensando na Constituição dos Estados Unidos, que em seu texto procura garantir o direito à busca da felicidade e comecei a pesquisar a palavra felicidade na internet. Num site brasileiro encontrei isso aqui. Motivo para continuar e para você começar a escrever um blog.
"Colocar sentimentos em palavras produz um efeito terapeutico no cérebro

Colocar sentimentos em palavras produz um efeito terapeutico no cérebro
Um estudo publicado em junho de 2007 com imagem cerebral realizado na Universidade da Califórnia de Los Angeles mostrou que, colocar sentimentos em palavras – falar com um terapeuta ou amigo, escrever um diário ou cart

a de desabafo – nos ajuda a sentir melhor. Isto porque, quando você transforma seus sentimentos em palavras, você ativa o córtex pré-frontal ventrolateral direito, uma região localizada atrás da parte frontal da cabeça e olhos, que tem sido associado a pensar em palavras sobre as experiências emocionais.

Além disso, esta ação reduz a resposta da amígdala, uma estrutura responsável pela ativação de sentimentos negativos como o medo. Pessoas com tristeza excessiva ou depressão, têm tais reações emocionais porque têm uma percepção distorcida dos eventos pelos quais está passando O que alguns tipos de análise ou terapias fazem, como a terapia comportamental-cognitiva, é ensinar essas pessoas a pensar sobre seus pensamentos de forma diferente, o que as capacita a desenvolver um auto-aconselhamento racional que pode ser usado para lidar com a vida.
É um fato neurológico obvio que, antes de você experimentar um evento, você deve processá-lo com sua mente e dar a ele um significado. Você deve entender o que está acontecendo a você antes que possa senti-lo. Portanto, não são os eventos que acontecem que alteram o humor, mas a nossa percepção sobre eles. As emoções resultam inteiramente da forma como vemos as coisas.
Referências: Science Daily " .


quarta-feira, 15 de abril de 2009

CADA CABEÇA É UM MUNDO


De frases que são lugares comuns tem uma que é uma arrasadora verdade:
Cada cabeça é um mundo.

Algum momento na vida esperamos que tudo aconteça de uma forma ideal, e, se temos uma vida considerada “normal”, fica difícil ver que existem pessoas estão completamente fora desse padrão, e não conseguem ou não querem fugir de situações quase impensáveis para os ditos “normais”.

Coisas impensáveis para uns, são a vida real de outros, que racionalizam para tornar aceitável e não leve a loucura. A loucura como uma forma de interpretação da vida absolutamente pessoal e desinteressada da opinião alheia, até como uma forma possível de felicidade.

As pessoas buscam defesas e projetam algo que pareça bom para proteger a auto-estima.

Algumas perguntas valem para todos os relacionamentos.
De quantas coisas se abre mão?
De quanto de si mesmo é possível abdicar e ao invés de escolher, dançar conforme a música?


Mas no caso de relacionamentos destrutivos, por maior que seja o amor ou a ilusão dele, é bom que se descubra qual é o limite.
O limite do aceitável.

Limites são pessoais e elásticos, mas quando pessoas muito articuladas estão presas a relacionamentos insanos, surge a pergunta: 


Aonde vai a inteligência nesse momento?

terça-feira, 14 de abril de 2009

A VIDA É UM CARDÁPIO


Hoje eu estava muito incomodado porque minha agenda se alterou de uma forma bem inconveniente.
Estou muito dividido em relação ao que fazer na próxima semana. As coisas em nossas vidas, as vezes, não acontecem como ou quando gostaríamos.

Passei anos trabalhando num emprego disputado por milhares de pessoas num concurso público. Quando quatorze anos depois surgiu um Programa de Demissão Voluntária, minutos depois do programa lançado eu já tinha aderido. Olhando para isso hoje vejo como uma das mais acertadas decisões que eu tomei em minha vida.

Aquilo de que eu gostei muito durante um bom tempo, estava me matando, lentamente, mas estava me matando.

Um dos meus clientes, aliás uma das pessoas mais elegantes que eu conheci em toda minha vida, me disse uma vez que eu tinha um trabalho maravilhoso porque eu não precisava trabalhar para quem eu não gosto e isso realmente é uma das coisas boas em fazer o que eu faço.

Mas tudo nessa vida parece ter um preço.

Meus clientes são profissionais extremamente bem sucedidos, alguns deles tem milhares de subordinados e todos tem posições importantes, ganham bem, viajam muito, mas sofrem muita pressão e estão, muitas vezes, obrigados a trabalhar com pessoas que eles não escolheriam para trabalhar com eles, se pudessem.

A maior parte deles é cobrada em casa pelo fato de viajarem muito, mas a posição que exige muitas viagens é exatamente aquela que possibilita a eles a vida confortável que tem suas famílias.

Meu amigo Marcelo tem uma ótima analogia para tudo isso: A vida é um cardápio !

E algumas das analogias disso são:
Quando você escolhe uma coisa está deixando de escolher outra.

Às vezes você gostaria de ter escolhido outra coisa. Umas dá para mudar, outras vai ser aquilo mesmo que você vai ter que comer.

Você pode deixar alguém influenciar, sugerir e até mesmo escolher por você.
Se você demorar a escolher pode ser que não tenha mais.

Você pode pedir mais do que pode comer e pode acontecer, ao contrário, de ainda ficar com fome.

Algumas vezes, você pede algo que lhe faz mal.

Certas coisas parecem ótimas quando você escolhe, mas quando chegam se revelam péssimas.

Umas você vai aproveitar do começo ao fim, outras você vai desistir delas no meio do caminho.

Umas você pode até pensar em devolver, mas pode temer a reação de quem lhe preparou e serviu.

Mas tem umas, e são essas são as melhores, que nos dão a sensação de que era exatamente aquilo que queríamos comer, no momento que estamos comendo.

domingo, 12 de abril de 2009

APENAS ALGUÉM PARA IR AO CINEMA





Adriana, que é casada e mãe recente do Pudim que é um cachorrinho, me falou duma uma amiga que era, bonita, gente boa em todos os aspectos, e que não estava namorando e que, às vezes, não era nem um namorado, mas tudo o que ela gostaria era apenas alguém para ir ao cinema.

Tem dias que para mim também, tudo que eu gostaria era alguém para ir ao cinema.

Talvez hoje não tenha sentido a falta, porque ontem um casal de primos ligou e foram me encontrar para almoçarmos juntos. Isso preenche.
E hoje acordei com um senso de urgência de começar a fazer algumas das coisas que eu vinha me prometendo fazer, mas que vinha adiando. Isso também preenche. Será que esse é o tipo de coisa que as titias fazem?

Eu gostaria muito de poder fazer um convite desses de ir ao cinema, ou ao teatro ou o que for sem que isso soasse a estar interessado. Fazer um convite desses porque acho que a outra pessoa pode gostar do que se vai fazer e naturalmente por que a pessoa parece boa companhia, porque se não for assim, é melhor ir sozinho.

Quantas pessoas numa cidade como esta, estão sozinhas e deixam de fazer algumas coisas por falta de companhia?
Eu não tenho deixado de fazer e tenho ido sozinho quase que o tempo todo, principalmente porque eu gosto de consumir todo tipo de arte, mas também que se leve em conta que, para mim, o ultimo ano foi de muitas mudanças e tive muita coisa provisória na minha vida, bom motivo talvez para ir sozinho.
Não tenho notado muitas pessoas como eu, mas pode ser apenas que eu não tenha notado, mas elas estivessem lá.

Sem obrigações, sem compromissos de repetir. Uma pessoa poderia achar que a outra não é tão boa companhia para ela, e não ficaria ali nenhuma mágoa por isso.
Ou ainda, podia ser: “Hoje não estou afim, mas num outro dia...” significando realmente repetir num outro dia, se estivesse afim.

Uma amiga que se separou e tem um filho coloca uma expectativa imensa em cima de qualquer cara que ela conhece e que parece interessado, o que. na minha opinião mata muitas das possibilidade e assusta a maioria dos homens.
Eu, solteiro, tive a experiência de ter uma mulher que já veio com três filhos, e passei ótimos 25 anos com ela. Mas acho que isso foi adiante, principalmente porque ela não me assustou logo de começo, com expectativas.

Porque não menos expectativas para todos?
Tenho um amigo que diz que não acredita na amizade entre um homem e uma mulher, mas eu não só acredito, como sou completamente a favor.

Estou em campanha a favor da liberdade de homens e mulheres irem fazer alguma coisa juntos, sem que isso signifique nada além do que ter ido fazer alguma coisa juntos.
Se gostarem muito, repetem.
E depois de repetir, podem repetir de novo e de novo.
E quem diria que essa repetição toda poderia começar com apenas alguém para ir ao cinema?



Comentários:

Dri disse: disse...
Sou a Adriana, não tão recém casada assim, já serão 2 anos, mas muito recém mãe de um Bulldog Inglês que nos ensina muito. Como uma mulher casada ouvimos todo tipo de comentário das casadas e tb das solteiras. A solidão é um fato, e vc pode estar só acompanhada. Digo ao Marcos que melhor só, melhor estar consigo mesmo, em busca de si, em busca de um novo horizonte, em busca da vida ao estar rodeado de pessoas ocas que é o mesmo que estar só. Mas, muitas vezes, não é possível ser tão superior assim e até os belos, com sucesso profissional, um bom papo, um visual de acordo, ou seja, uma pessoa que ng diria que poderia se sentir só tem um único desejo...Um ombro, um amigo(a), alguém para ir ao cinema, dividir uma pipoca e voltar pra casa a toa.
13 de Abril de 2009 18:55




Regina Fischer disse...
Oi Marcos, adorei o seu blog. Entre outras coisas pela transparência e sinceridade das suas observações. Muitos pensam e concordam com vc,mas e a coragem de se mostrar? Estou me incluindo nessa. Já senti vontade de convidar alguém p/ dançar por ex., mas aí vem o grilo falante arrefecer todo o meu ímpeto.O que será que ele vai pensar??? Portanto, concordo inteiramente com vc sobre amizade entre homem e mulher. É possível sim, porque não? As vezes admiramos muito uma pessoa que se mostra um bom amigo mas que não funcionaria como namorado.