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sábado, 19 de julho de 2014

UM POUQUINHO DE PSICOLOGIA NARRATIVA


Não foi por acaso.


O fato de ter muita coisa acontecendo e de não ter tempo de pensar nelas me levou de volta a um rascunho de dias atrás quando numa pesquisa na internet li sobre a psicologia narrativa. 

Neste instante não existe monotonia na minha vida. Muita coisa acontecendo e eu ainda sem saber como estou sentindo tudo isso e como isso está me transformando. Não tive tempo de dar significação a elas

" Significação (modo como os seres humanos constroem, organizam e transformam a realidade/conhecimento). Toda a Realidade e existência são formadas a partir da significação. Ou seja, o Mundo nunca é tal como o vemos, todas as nossas crenças, atitudes, etc, moldam e contextualizam o que experimentamos" - Fonte: http://psicologia-ativa-mente.blogspot.com.br/2011/07/psicologia-narrativa.html.

"No fundo, pensamos da mesma forma como existimos, através de narrativas."

Escrevo para explicar de maneira muito pessoal como vi acontecer e o que significou para mim. A vida não é como um filme. Eu posso mudar o roteiro. Escrevo porque compreendo que as pessoas estão muito mais interessadas nas suas próprias estórias e ler é opcional.


Converso porque sempre quero enriquecer a minha vida com outras visões, outras opiniões, que podem ou não me transformar. Eu gosto do raciocínio que me faz duvidar do que eu tinha como certo antes e tenho uma tendência a gostar mais das pessoas nas quais consigo mais facilmente ver o desejo da significação.


Sou um colecionador de estórias que gosta de gente que tem o que contar e acho ótimo quando encontro pessoas que me deixam contar as estórias delas.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

TODO DIA ACONTECE ALGUMA COISA NA MINHA VIDA


De umas semanas para cá eu não posso dizer que não está acontecendo nada na minha vida. Muita coisa aconteceu. Tem acontecido todo tipo de coisa pedindo que eu reaja de alguma forma. Não dá para observar e esperar o momento apropriado para agir. Não estou tendo tempo de absorver ou pensar bem à respeito de cada uma delas. Estou agindo. Estou agente.

Não está havendo o espaço entre um acontecimento e outro que permitiria isso.

Quase todo dia acontece alguma coisa que não permite dizer que a vida esteja monótona. Mesmo uma dessas coisas, que se eu permitisse, me faria ver a a vida de uma forma um pouco dramática e me deixaria paralisado está me levando para a ação.

Como eu acho que deve ser.

terça-feira, 8 de julho de 2014

NÃO TER PENA


Na recepção a palavra estava na capa da revista me chamando:   

"Compaixão"


Nas situações importantes nas quais eu vinha pensando nesses últimos dias era o que eu estava procurando para elaborar melhor o que eu vinha querendo expressar, vendo duas situações distintas. 


Numa situação eu via alguém que não precisa de pena e sabe disso ensinando outras pessoas que sempre foi forte e vai continuar a ser.

Noutra situação eu via uma pessoa que sentia pena de outra que está num momento de extrema fragilidade e não havia compreendia que ela não precisava de pena, mas sim de compaixão. Havíamos conversado sobre aquilo, mas ali estava, de maneira brilhante, resumido aquilo que eu queria dizer. 

Falava da diferença entre pena e compaixão.


Quando sentimos pena de alguém é porque pensamos que a pessoa não tem recursos para sair da situação, nós temos que resolver o problema para ela.


Quando sentimos compaixão, entendemos que estamos com alguém que é capaz de encontrar e gerenciar suas próprias soluções. Precisamos estar a seu lado para ajudá-la a resgatar sua força interior e lembrá-la de sua própria capacidade.


Eu sempre prefiro a compaixão.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O QUE OS FILHOS QUEREM

Ela me contava duma situação que outra pessoa está vivendo e ela por ser a mãe acha que tem direito a muitas opiniões. 
Já deu todas. 
Agora a filha não quer mais ouvi-la.
Porque a filha queria apenas ser escutada.

Eu disse isso a ela.

Mas tenho certeza que ela não está me ouvindo também.

A DIFERENÇA ENTRE OS PAIS

Ela tem quase 84 anos e foi depois de exames ao cirurgião para conversar sobre o tratamento para um tumor que recentemente apareceu no fígado.
Ouviu dele que, por muitas razões, não deve sequer pensar em operar. Os riscos envolvidos não compensam e que ela deveria ir para casa viver sem se prender ao diagnóstico e à falta do que fazer em relação a isso.

Ela foi para casa e está de maneira muito realista pensando em como viver.

Ela é realista. Sempre foi.
Os filhos são emotivos e herdaram o lado sonhador do pai que morreu há quase quarenta anos.

Ainda tem muito a aprender com ela.