Acho que eu estava pensando nela porque recomecei a ler um livro que ela tinha me dado e escrevi a respeito do Gustavo que é filho dela há uns dias. Hoje ela me ligou para cumprimentar pelo aniversário que foi há dois dias.
Tia Zita é uma das pessoas mais interessantes que conheci e sempre que a gente conversa a coisa vai longe. Hoje ficamos mais de meia hora ao telefone falando dos assuntos mais variados, pulando de Constelações Familiares ao João, que era capataz na fazenda e não sabia ler nem escrever, mas quando ela mandava ele pagar várias contas com vários cheques, ele dobrava os cheques duas, três, quatro vezes ou mais e não errava um pagamento.
Viajamos muito juntos, principalmente quando eu ia muito com eles passar o fim de semana na fazenda. Ela sempre teve uma cabeça extraordinária. Continua tendo. Sempre foi naturalmente esotérica quando não era moda ser assim.
Eu estava dizendo a ela que muitas vezes uma conversa me dá uma idéia, mas que aquele papo estava me dando várias e tem algumas estórias que eu quero estar com ela para ouvir de novo e poder contar por escrito para que não se percam, como acontece quando a tradição é apenas oral.
Contei uma vez que eu dizia individualmente para cada uma das minhas tias, irmãs da minha mãe, que ela era a minha tia preferida e isso funcionava muito bem até que elas resolveram se gabar para as outras dessa minha preferência.
Mas se eu tivesse que escolher algumas preferidas entre todas as preferidas, tia Zita que era casada com um tio irmão do meu pai, certamente estaria nessa lista.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
ESCOLHENDO A PROFISSÃO
Dois primos deram respostas incomuns a essa pergunta, embora eu também me lembre de uma que disse que ia ser "dirigidora de Besta" (sic).
Renato queria ser lixeiro, para usar aquelas luvas grandes que eles usavam na época.
Ainda bem que ele mudou de idéia.
Gustavo queria ser ginecologista, e a resposta era bem menos casta, porque era "pra ver o pilulu de todo mundo".
Ah, se você é mulher e seu ginecologista se chama Gustavo, não se preocupe com a motivação do seu médico, meu primo Gustavo também mudou de idéia.
Renato queria ser lixeiro, para usar aquelas luvas grandes que eles usavam na época.
Ainda bem que ele mudou de idéia.
Gustavo queria ser ginecologista, e a resposta era bem menos casta, porque era "pra ver o pilulu de todo mundo".
Ah, se você é mulher e seu ginecologista se chama Gustavo, não se preocupe com a motivação do seu médico, meu primo Gustavo também mudou de idéia.
MAS EU ESTAVA LÁ, ENTÃO...
Ano passado fui ao médico para uma consulta de rotina anual e pedidos os exames fiquei ainda com dois pedidos de exame datados, que acabei não fazendo e era outra coisa que andava aí junto com outras coisas a fazer um dia.
Ontem fui ao médico para cuidar dessas coisas. Me sinto bem. Não tenho nem dor de cabeça, mas há que se fazer esse tipo de coisa, pelo menos uma vez ao ano. E lá veio pedido para vários exames.
Mas eu estava lá, num laboratório que faz tudo. Na mesa abrindo ficha pedi para quem me atendia ligar para exames de imagem e ver se daria para encaixar, já que eu estava lá e em jejum e veio a resposta que não dava.
Mas eu estava lá, então enquanto esperava ser chamado para os outros exames eu mesmo fui perguntar novamente e achei uma moça boazinha que disse para eu ir fazer os outros e quando os tivesse feito, que voltasse para tentar.
Voltei e encontrei outra moça e perguntei da que era boazinha, mas ela disse que também era boazinha e foi lá dentro falar com a doutora, que falou que dava. Lá fui eu para a recepção fazer a burocracia e começar a beber água para poder fazer o exame.
Mas como estava lá mesmo, fui até a cardiologia e perguntei se seria possível encaixar e como achei outras moças boazinhas uma delas voltou e disse que daria para fazer a uma e meia da tarde. Tempo suficiente para fazer o ultrassom, acabar com o jejum e ir até em casa buscar tênis, e ouvir dela que do jeito que eu tinha pedido não dava para negar.
Tudo feito, no mesmo dia. Agora falta a mulher de branco que me recomendou Uma Mulher de Preto, (minha oftalmo, Dra. Tatiana Uehbe), mas já está marcada para a próxima semana.
Quando estava em casa telefonei para um parceiro de negócios para lembrar de um assunto e ele veio com um outro novo e interessante, perguntando quando a gente podia conversar e eu disse que qualquer dia,como ele falou que estava em casa e eu estou fazendo tudo que posso na hora, fui lá e voltei com perspectivas de trabalho interessantes.
Quando voltei, parei no super e percebi que havia deixado meus celulares na casa dele.
Ô coisa chata!
Mas como eu estou fazendo tudo o que posso logo, tomei um tempo para respirar, fazer o que eu ia fazer no super e já que eu estava lá, de lá mesmo voltei para pegar os telefones.
Porre isso, mas também já acabou.
Resolvi logo.
Ontem fui ao médico para cuidar dessas coisas. Me sinto bem. Não tenho nem dor de cabeça, mas há que se fazer esse tipo de coisa, pelo menos uma vez ao ano. E lá veio pedido para vários exames.
Mas eu estava lá, num laboratório que faz tudo. Na mesa abrindo ficha pedi para quem me atendia ligar para exames de imagem e ver se daria para encaixar, já que eu estava lá e em jejum e veio a resposta que não dava.
Mas eu estava lá, então enquanto esperava ser chamado para os outros exames eu mesmo fui perguntar novamente e achei uma moça boazinha que disse para eu ir fazer os outros e quando os tivesse feito, que voltasse para tentar.
Voltei e encontrei outra moça e perguntei da que era boazinha, mas ela disse que também era boazinha e foi lá dentro falar com a doutora, que falou que dava. Lá fui eu para a recepção fazer a burocracia e começar a beber água para poder fazer o exame.
Mas como estava lá mesmo, fui até a cardiologia e perguntei se seria possível encaixar e como achei outras moças boazinhas uma delas voltou e disse que daria para fazer a uma e meia da tarde. Tempo suficiente para fazer o ultrassom, acabar com o jejum e ir até em casa buscar tênis, e ouvir dela que do jeito que eu tinha pedido não dava para negar.
Tudo feito, no mesmo dia. Agora falta a mulher de branco que me recomendou Uma Mulher de Preto, (minha oftalmo, Dra. Tatiana Uehbe), mas já está marcada para a próxima semana.
Quando estava em casa telefonei para um parceiro de negócios para lembrar de um assunto e ele veio com um outro novo e interessante, perguntando quando a gente podia conversar e eu disse que qualquer dia,como ele falou que estava em casa e eu estou fazendo tudo que posso na hora, fui lá e voltei com perspectivas de trabalho interessantes.
Quando voltei, parei no super e percebi que havia deixado meus celulares na casa dele.
Ô coisa chata!
Mas como eu estou fazendo tudo o que posso logo, tomei um tempo para respirar, fazer o que eu ia fazer no super e já que eu estava lá, de lá mesmo voltei para pegar os telefones.
Porre isso, mas também já acabou.
Resolvi logo.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
AS CARTAS QUE NÃO JOGUEI FORA
Esvaziei as gavetas, limpei o guarda-roupa e destranquei a porta. Agora a felicidade tem como se hospedar em minha casa.
Thais Modanez
Acumulamos tudo. Parece fazer parte da nossa natureza.
Tenho caminhado na direção contrária. Eu gostava de ferramentas, de papelaria, de guardar artigos que eu achava interessantes, entre outras coisas, mas vinha num processo de limpeza que estava durando anos, até porque é difícil mudar paradigmas tão profundamente enraizados.
Talvez tenha a ver com espaço. Uma casa grande versus um apartamento pequeno.
Mas eu preciso cada vez de menos coisas
A cada vez que eu revia o que estava guardando eu eliminava coisas e papéis. Algumas são mais difíceis porque são pedaços da minha vida e me falam tanto que ainda não me permitiram fazer isso. Seria como se eu estivesse jogando fora parte da minha vida.
Minha tia-avó, hoje com noventa anos, guarda as cartas trocadas entre ela e o marido e sua nora diz que quer as cartas para talvez até publicar. Minha tia fala do se expor e eu penso que não se pode esconder algo tão valioso. Ninguém conhece as cartas, mas conhecendo eles, acho que não podem se perder. Ela não jogou fora até hoje, assim como eu não joguei algumas das minhas, entre elas as do meu tio-avô.
Continuam importantes para mim.
Talvez estejam aí para serem eternizadas.
Como tenho motivos para não esvaziar essas gavetas, espero que a felicidade venha e tenha espaço suficiente para se hospedar em minha casa.
Acumulamos tudo. Parece fazer parte da nossa natureza.
Tenho caminhado na direção contrária. Eu gostava de ferramentas, de papelaria, de guardar artigos que eu achava interessantes, entre outras coisas, mas vinha num processo de limpeza que estava durando anos, até porque é difícil mudar paradigmas tão profundamente enraizados.
Talvez tenha a ver com espaço. Uma casa grande versus um apartamento pequeno.
Mas eu preciso cada vez de menos coisas
A cada vez que eu revia o que estava guardando eu eliminava coisas e papéis. Algumas são mais difíceis porque são pedaços da minha vida e me falam tanto que ainda não me permitiram fazer isso. Seria como se eu estivesse jogando fora parte da minha vida.
Minha tia-avó, hoje com noventa anos, guarda as cartas trocadas entre ela e o marido e sua nora diz que quer as cartas para talvez até publicar. Minha tia fala do se expor e eu penso que não se pode esconder algo tão valioso. Ninguém conhece as cartas, mas conhecendo eles, acho que não podem se perder. Ela não jogou fora até hoje, assim como eu não joguei algumas das minhas, entre elas as do meu tio-avô.
Continuam importantes para mim.
Talvez estejam aí para serem eternizadas.
Como tenho motivos para não esvaziar essas gavetas, espero que a felicidade venha e tenha espaço suficiente para se hospedar em minha casa.
L'ILLUSTRE MOLIÈRE - TEATRO RUTH CARDOSO - FIESP
Um ótimo começo para a minha temporada de teatro, pela qual eu já estava ansioso.
Fui ver no Teatro Ruth Cardoso, uma produção esmerada, com atores excelentes, entre os quais Guilherme Sant'anna, Lara Hassum e Amanda Acosta se destacam.
Para completar uma platéia reagindo, o que torna ainda melhor um espetáculo.
Essa é uma das boas coisas de São Paulo. Uma vida cultural rica e a possibilidade dessa cultura estar ao alcance de quem quer, porque além de tudo, gratuito, num teatro confortável, com ar condicionado e um programa impresso de boa qualidade. É um dinheiro muito bem empregado e que atende muita gente já que o teatro tem capacidade para 456 pessoas.
Paulo Skaf, é o presidente do Sesi, e faz por merecer os cumprimentos que são feitos por essas atividades, entre outras.
No dia de hoje apenas um senão.
A recomendação é para maiores de doze anos. Uma das razões para isso é que uma criança menor pode perturbar bem falando durante a peça, que foi o que aconteceu hoje.
Permitir a entrada pode ter agradado quem o acompanhava, mas incomodou bastante quem gosta de ouvir o que se passa no palco.
Fui ver no Teatro Ruth Cardoso, uma produção esmerada, com atores excelentes, entre os quais Guilherme Sant'anna, Lara Hassum e Amanda Acosta se destacam.
Para completar uma platéia reagindo, o que torna ainda melhor um espetáculo.
Essa é uma das boas coisas de São Paulo. Uma vida cultural rica e a possibilidade dessa cultura estar ao alcance de quem quer, porque além de tudo, gratuito, num teatro confortável, com ar condicionado e um programa impresso de boa qualidade. É um dinheiro muito bem empregado e que atende muita gente já que o teatro tem capacidade para 456 pessoas.
Paulo Skaf, é o presidente do Sesi, e faz por merecer os cumprimentos que são feitos por essas atividades, entre outras.
No dia de hoje apenas um senão.
A recomendação é para maiores de doze anos. Uma das razões para isso é que uma criança menor pode perturbar bem falando durante a peça, que foi o que aconteceu hoje.
Permitir a entrada pode ter agradado quem o acompanhava, mas incomodou bastante quem gosta de ouvir o que se passa no palco.
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